quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Espectro e a TV Digital no Brasil


Meus caros, na minha última aula do ano, assisti uma série de seminários sobre questões que envolvem a nova Era Digital. Temas como Cauda Longa, Cibercultura, Google, Rádio Digital e Propriedade Intelectual na atualidade – meu tema – e o Espectro Digital, fecharam com chave- de- ouro, o primeiro período da minha especialização. Porém, o assunto que mais me chamou atenção, foi o último citado. Por definição, o Espectro Eletromagnético é uma distribuição da intensidade de radiação eletromagnética com relação ao seu comprimento de onda ou freqüência - Wikipédia me salvou. Ufa! Simplificando, é uma via virtual na qual trafegam as ondas de transmissão de rádio e televisão. Com o advento da tecnologia digital, o espectro sofreu mudanças, seu lastro de trafego aumentou e com isso, vários veículos podem passar a usar a via sem limite, não importando a quantidade de irradiadores de sinal. Em tese, seria uma democratização, pois várias emissoras poderiam disponibilizar seus sinais com um custo baixo e assim poderíamos ter acesso as mais diversas formas de conteúdo, mas no Brasil, não foi isso que aconteceu especificamente com a TV Digital. Aqui, o fato que ninguém comenta e ignora, é que os grandes ‘Barões’ da mídia televisiva resolveram adotar um sistema, que segundo especialistas e estudiosos como o Professor Valério Brittos, autor do livro - A televisão brasileira na era digital: exclusão, esfera pública e movimentos estruturantes .ed. Paulus – acaba com o sonho da democratização da informação na questão que envolve a produção de conteúdos.Em entrevista ao sitio IHU On-line, Brittos, critica o novo modelo adotado, “Não, a TV digital, por ela própria, não democratiza nem transforma nada. Só haverá democratização se as pessoas a aproveitarem com o objetivo de realizar algumas mudanças importantes que precisam acontecer. E, para isso, é necessário haver regulamentação específica, participação da sociedade, enfim, mudança de comportamento. Até agora, por exemplo, no que diz respeito ao processo de concentração da televisão brasileira – na mão de alguns grupos muito fortes, que fazem o que querem -, nada vai mudar. Por outro lado, leis sobre o controle dos meios, como, por exemplo, a classificação indicativa, ainda não foram feitas.” - disse taxativo. A questão a ser colocada, e que, o professor ressalta de forma enfática, é da continuação de um modelo monopolista e altamente concentrador nas mãos de poucos. Cito por exemplo, a opinião da Mestre em comunicação, Rose Marie Santini, “O poder das empresas de mídia, está nitidamente presente no Congresso Nacional. Isso se dá através de deputados e senadores, que possuem concessões públicas de rádio e televisão. Eles representam os grandes grupos de mídia e acabam por ser tornarem lobistas. Afinal eles possuem em sua maioria, emissoras que são afiliadas destes mesmos grupos que comandam a comunicação no Brasil.”– criticou Marie. Pois é meus caros, perceberam o quanto é importante ter acesso a este tipo de informação, vocês leram, ouviram ou assistiram alguma reportagem sobre o tema? Eu também não...

P.S Já viram o preço do conversor para a captação do sinal digital de tevê?
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