terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eleitor fique de olho, a culpa é sua

Meus caros, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE – lançou uma peça publicitária em que conclama os eleitores a acompanhar e cobrar as promessas de trabalho realizadas pelos candidatos eleitos para os cargos do executivo e legislativo. A ação a primeira vista, pode ser considerada louvável, mas para quem tem a capacidade de perceber o sentido da mensagem, pode notar que a narrativa pressupõe uma cobrança de responsabilidade ao eleitor e o culpa pela bandalheira cometida pelos corruptos oficiais.
Como disse a cientista política, Lúcia Hipólito, na coluna que assina na rádio CBN do dia 03/01/07, chega a ser uma incoerência do TSE, tal atitude quando ele mesmo faz ‘corpo mole’ para julgar casos de crimes eleitorais cometidos por ocupantes de cargos públicos como os atuais governadores Cássio Cunha Lima e Marcelo Deda dos estados da Paraíba e Sergipe respectivamente. Então, fica mais fácil para a suprema corte eleitoral do país culpar o 'engajado' e 'politizado' eleitor brasileiro? O problema da responsabilidade dos crimes de malversação e má administração pública são agora relacionados à culpa da inércia de quem vota e que, por conseguinte, não toma conta dos atos praticados pelos seus candidatos eleitos
Vale lembrar que o atual presidente da suprema corte eleitoral, Marco Aurélio Melo, quando presidente Supremo Tribunal Federal – STF - foi responsável pela libertação do emérito banqueiro e especulador, Salvatore Cacciola, dono do banco Marka quando este perpetrou a ‘viúva’ um golpe de R$1,6 Bilhão na crise da desvalorização do real em 1999. Cacciola foi condenado a uma pena de 13 anos, mas obteve habeas corpus e fugiu para a Itália. Atualmente ele curte férias numa prisão de luxo no principado de Mônaco.
Um dos textos da campanha é enfático. “O candidato que você elegeu é você lá. Olho nele.” – diz a atriz da peça. Mas fica uma pergunta em relação aos crimes praticados pelos nobres políticos e distintos corruptos. Por que nenhum administrador público no Brasil foi condenado por cometer ato ilícito contra os interesses coletivos? Quantos canalhas ainda estão por aí usufruindo das mordomias públicas, roubando, assaltando, manipulando esquemas e que têm seus nomes associados a falcatruas? Paulo Maluf, César Maia, Delfim Neto, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Sérgio Cabral Filho, Mão Santa, Eduardo Cunha, Luis Paulo Conde, Anthony Garotinho, Tasso Jereissati, José Dirceu, Ronaldo César Coelho, Paulo Melo, Jorge Picciani, Garibaldi Alves, José Sarney, Fernando Collor, Lula, FHC, Aloísio Mercadante, Marta Suplicy, José Serra, Marcello Alencar, Marco Aurélio Alencar, Celso Pitta, Álvaro Lins, Joaquim Roriz, Nenê Constantino, Ronaldo Cunha Lima, Jackson Lago ...
Enfim, fique de olho e espere que o TSE faça sua parte.
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