quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Jornalismo econômico e os caranguejos

Meus caros, na última quarta-feira dia 16/01/08 tive uma conversa regada à cerveja com o ilustríssimo jornalista Rodrigo Gomez. Dentre os vários assuntos comentados o que me chamou atenção foi sobre a veiculação de informações do mercado financeiro e o terrorismo que se faz em relação a elas.
Atualmente a grande paranóia fica por conta de uma possível crise da economia americana. Lendo e consultando alguns textos, matérias e artigos, fico tentando analisar como se ‘planta’ cenários econômicos catastróficos.
Tenho por hábito acompanhar o noticiário referente à economia, pois bem, na edição desta quinta 17/01/08, O Globo veicula uma matéria assinada por Luciana Rodrigues, ouvindo o professor de finanças da universidade de Pequim, Michael Pettis, que deu seu ‘pitaco’ sobre uma possível crise mundial motivada por um colapso americano.
O especialista afirma que o mundo vai ser afetado, pois economias emergentes como as do Brasil são totalmente vulneráveis e dependem da continuidade do crescimento dos ‘irmãos do norte’. Quando eu era garoto – e não faz muito tempo - sempre ouvia que o mundo ia quebrar no dia em que o barril de petróleo chegasse a preço de U$ 100,00, fato que ocorreu em 2007 e continuamos vivos, graças a Deus.
O que quero entender é como a economia real – do trabalho e produção - pode ser afetada por uma série de possíveis situações que não estão relacionadas com a realidade de países como Brasil e China, que vivem um processo de desenvolvimento econômico virtuoso. No momento, estou lendo o livro “Desta Terra sem par... ou a Síndrome do Caranguejo” de Carlos Augusto Salles, ex-executivo da Casa da Moeda e da Xerox do Brasil, editado no ano 2000.
Salles relata sua experiência como empreendedor de idéias e projetos em situações de acomodação e inércia em cenários pessimistas, vale a pena conferir... Faço a relação do que acontece hoje com a obra citada, por perceber que a grande mídia brasileira e os especialistas do jornalismo econômico como a “virtuosa” Miriam Leitão e o apresentador da rádio CBN, Carlos Alberto Sardemberg, entre outros, têm complexo de ‘caranguejo’, vendem a idéia de que seremos eternos dependentes do que acontece acima de ‘Tijhuana’, mais ao norte e que o futuro cenário de crise é irremediável e irreversível.
A coisa ao que parece, está muito relacionada ao senso comum, ninguém entrevista ou consulta quem pensa ao contrário e diferente. Que se danem as hipotecas americanas!

P.S Um Caranguejo que tenta escalar a parede do balaio sempre é agarrado pelos demais, que o puxam para baixo de novo. Assim o caranguejo não anda, não saí, não foge e aceita ficar preso e ir para a panela. Você já viu caranguejo fugir de um balaio?
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