terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Chamem Dirty Harry


Meus caros, a critica feita por Jay Weissberg na revista americana, Variety, classificando nosso Tropa de Elite de um filme fascista, causou uma tremenda comoção na ‘pátria de chuteiras’. Segundo a edição online do O Globo, foram postados 24 comentários contrários no sítio da revista, relativos a critica de Weissberg à película que já foi assistida por 11,5 milhões de pessoas na forma peculiar privativa e pirata, e que vendeu mais de 2,5 milhões de ingressos nos cinemas brasileiros.
Vale lembrar que a obra do cineasta José Padilha está concorrendo ao Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlin. O critico foi bastante incisivo no artigo assinado na última segunda-feira (11/02), “O filme Tropa de Elite é uma monótona celebração da violência, um filme de recrutamento para fascistas brutamontes” – afirmou. No sítio do O Globo já foram postados 270 comentários que na maioria ‘desce a marreta’ na opinião do critico americano. Desde o pré-lançamento, já na versão pirata em meados de 2007, o “Tropa” vem gerando intensos debates na sociedade brasileira, o filme, na verdade,acabou por se tornar um ‘grito’ contra a situação de violência urbana que vivemos atualmente, isso dito pelo próprio Padilha em diversas entrevistas.
Também causou celeuma à afirmativa do personagem Capitão Nascimento em cena, na qual quem financia o tráfico de drogas é a própria sociedade através da classe média, afinal isso é mentira? Outro dia li um artigo assinado pelo ex-juiz da vara de Infância e Juventude. Siro Darlan, que relacionou a realidade do traficante Francisco Tostes Monteiro, o Tuchinha da Mangueira, com o filme “Meu nome não é Johnny”, obra da cineasta Mariza Leão, que conta a história do ex-traficante e atualmente produtor musical, João Guilherme Estrella. Darlan questiona o diferenciamento que a sociedade faz de realidades distintas quando os crimes praticados foram os mesmos na comparação entre o ‘real acontecido’ com o ‘real filmado’.
Assim podemos colocar no mesmo altar o Capitão Nascimento, considerado um herói, e Johnny que se tornou um vencedor na luta contra o ‘mal’ das drogas. O cinema como arte transporta para as telas a realidade e histórias que acontecem no nosso dia-a-dia. Ele glamouriza errantes, heróis, bandidos, violência e as drogas. Hoje o cinema brasileiro descobriu que contar a vida das ruas, das favelas e presídios dá retorno financeiro, é a velha fórmula do cinema americano.
O cowboy, o mocinho, o ladrão, o índio, tudo isso oriundo de Holywood. Acredito que seja por isso, que nosso amigo Jay Weissberg considerou o “Tropa de Elite” um filme direitista, pois ele tem todos os elementos de uma produção americana ,como Dirty Harry, estrelado por Clint Westwood, Desejo de Matar com o simpático falecido Charles Bronson , Duro de Matar estrelado por Bruce Willis, isso sem citar os filmes do atual do governador da Califórnia, que tem aquele nome impronunciável, vocês não concordam?
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