quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Se é bom para os EUA, é bom para o Brasil

Meus caros, este ano os pais ao norte de Tijhuana realiza eleições para escolher seu mandatário-mor. Os partidos democrata e republicano ainda realizam prévias para escolherem seus candidatos a sucessão do cowboy texano. Pelo PD disputam os senadores Hillary Clinton e Barack Obama e no PR três concorrem à indicação. O também senador John McCain, o ex-governador do estado de Massachusetts, Mitt Romney, e o pastor batista e ex-governador do Arkansas, Mike Huckabee. Aqui ao longe percebo que as coberturas estão bastante distintas. É notória a maior ênfase na cobertura jornalística sobre a escolha democrata. Não sei se isso acontece também lá, o fato é que aqui no Brasil a cobertura não tem sido equivalente na grande mídia.
Barack Obama é apresentado sempre como o queridinho da vez e representante da renovação, enquanto Ms. Clinton personifica a continuidade do jeito Bill de administrar. No lado republicano, três homens considerados conservadores por convicção – religiosas e militares – lutam pela manutenção do status quo. É interessante tentarmos entender que interesses estão sendo colocados nesta disputa, a quem interessa as escolhas. Como a mídia americana se posiciona em um evento tão importante quanto a eleição presidencial americana. Durante o período Bill Clinton (1992-2000), ela sempre bateu de forma pesada nos democratas. Quem não se lembra do escândalo da estagiária da Casa Branca, Mônica Levinski, que felava o presidente no salão oval...Entre outros tantos casos de infidelidade não comprovados do ex-presidente e atual candidato à primeira-dama. Já no período George Walker (meu nome não é Johnny) Bush – 2000-2008, os meios de comunicação assumiram de forma patriótica, a bandeira na luta contra o terrorismo. ‘Nunca neste país’ – diga-se ao norte de Tijhuana – houve um presidente que tivesse unido o povo em torno de um objetivo comum que era o combate a Osama e Saddam Hussein, dois expoentes do terror.
Outro fato, pouco notado, foi à ausência de opiniões discordantes na imprensa americana. Quase nenhum articulista discordou das ações do governo americano. Podemos citar uma voz dissonante como do professor de Lingüística do Instituto de Tecnologia de Massachussets, Noam Chomsky, autor do livro 9-11uma série de entrevistas – no qual critica o terrorismo de estado imposto pela administração Bush após os ataques as torres gêmeas. Enfim, é esperar e observar o suceder dos acontecimentos, afinal como dizia um antigo general da ditadura: Se é bom para os EUA, é bom para o Brasil.Será?


P.S Alguém pode me explicar o que é um caucus?
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