terça-feira, 18 de março de 2008

A apropriação da tecnologias e a realidade virtual na tentativa de incluir

Meus caros, disponibilizo uma breve análise sobre o papel da tecnologia na questão da inclusão social.

Ao analisar os textos sugeridos em aula, fica evidente o antagonismo dos artigos: A Apropriação das tecnologias da informação e comunicação: mitos e realidade, de autoria de
Rosalia Winocur e Realidade Virtual: novo modo de produção de paradigmas de Luiz Felippe Perret Serpa. Winocur se coloca de forma cética e pessimista no que se refere os resultados práticos das tecnologias da informação (TICs) na chamada sociedade da informação e do conhecimento. A autora substância sua tese, a partir da falta de um diagnóstico sobre de que forma real essa tecnologia está sendo empregada pelas classes menos favorecidas.Na verdade, o texto é bem claro e enfático ao desmistificar a tecnologia como agente de inclusão social. É interessante, quando Rosalia Winocur deixa claro a partir de observações realizadas sobre países como o México e Chile, nos quais, o fato de se possuir um computador e acesso a Internet não significam, necessariamente, alternância na forma de viver das pessoas. Ela cita projetos desenvolvidos por ONGs e por e-México que identificam a falta de continuidade nos processos de capacitação motivada pela falta de interesse demonstrada ausência de perspectiva na aplicação em seu mundo real em termos práticos e relacionados ao seu trabalho.

Também, aqui no Brasil, isso pode ser percebido em comunidades e favelas em tipos de lojas denominadas “Lan House”. Realmente, o mito do acesso à nova tecnologia se constrói a partir de uma ótica de que a informática é o passaporte para o ‘novo mundo’, ‘castelo de areia’ que se desfaz, quando é verificado o abismo que separa a realidade/necessidade do imaginário/virtual. A questão a ser colocada é saber quais são as possibilidades de uso das TICs, em uma realidade na qual os usuários não possuem referências e conhecimento para melhor aplicabilidade de suas ferramentas.
Mais otimista, o artigo de Luiz Felippe Perret Serpa fala da tecnologia como agente mediador em um processo de instabilidade permanente entre a ciência e a sociedade moderna. Na análise, Serpa é bastante otimista quando considera a integração da sociedade a partir de uma diversidade de saberes no uso da “informatologia”. Uma visão que parece derivada do pensamento neoliberal...Pois acredita na auto-regulação desse processo.
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