quarta-feira, 16 de abril de 2008

Coexistência midiática


Meus caros, o ato de coexistir está, sobretudo relacionado à forma de conviver com as várias formas de diferenças existentes desde quando o mundo é mundo. A priori uma opinião deve coexistir com outra pela razão da diferença ser uma essência individual do homem. Seu pensamento, seus atos e suas ações são derivados de uma troca de informações com seu exterior. Quando leio, discordo e opino estou coexistindo, pois coexistir significa dialogar com meu entorno social, exercitar minha capacidade de convivência sem perder minha condição ser autônomo e livre.
A mídia em geral não trabalha com essa premissa da coexistência entre grupos sociais, étnicos e religiosos. O que assistimos é uma incrível capacidade de divisão e exacerbação de determinados grupos em detrimento de outros menos favorecidos nas mais variadas formas. O discurso é de divisão e enfretamento entre os diferentes e até iguais.
O tom reflexivo desta postagem vem da observação de que vivemos uma guerra comunicacional de vários discursos que defendem interesses escamoteados e abstratos. Quando condenamos alguém antes de julgar queremos chegar aonde? Porque vivendo em sociedade não me preocupo com meu próximo, qual razão da barbárie e do grotesco serem conjugados em um espetáculo entorpecedor que causa um frenesi coletivo construído pela mídia? Ou será possível coexistir diante de um mar de mediocridade e degradação que vivemos hoje?


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