quarta-feira, 23 de abril de 2008

Notícia encardida


Meus caros, o caso Isabella Nardoni como é notório, ainda ocupa com destaque o noticiário de praticamente todos os veículos de comunicação do país. Eu, que sempre pego no pé dos “coleguinhas” reconheço que o trabalho de cobertura de um crime tão macabro e midiático deve ser muito desgastante. Há mais de 24 dias não se fala de outra coisa, imagino o quanto é difícil ficar prostrado na porta de uma delegacia esperando uma novidade que dificilmente vai acontecer. Os profissionais de imprensa envolvidos no trabalho já estão no limite. Em depoimento ao sítio Comunique-se, o repórter Kleber Thomaz da Folha de São Paulo afirma que este caso está sendo mais desgastante do que o deslizamento do metrô e o acidente do avião da TAM, ambos ocorridos também em São Paulo no ano passado.

Aqui no Rio, conversando com a ‘revelação’ do rádio
Raquel Faillace abordei o quanto também deve estar cansativo trabalhar na cobertura da epidemia de Dengue. Chega um momento em que ocorre a saturação, eu, por exemplo, não consigo mais ler, assistir e ouvir alguma coisa sobre o caso Nardoni e Dengue. Deu no saco... Creio que esse tipo de situação precisa ser avaliada com mais critério nas redações. Isso cansa o público e principalmente o jornalista, é preciso perceber o momento em que a coisa satura e perde a etiqueta da novidade. Quem trabalha com o factual sabe disso.
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