quinta-feira, 17 de abril de 2008

Viva o "Sem Pescoço"!

Cadê meu copo?

Meus caros, o Roberto Cabrini é um cara normal, e agora descobriram isso. Todo mundo acha que jornalista é ‘santo’ e idôneo, coisa que não é verdade. Somos conhecidos por termos problemas com bebida, vocês conhecem algum jornalista que não bebe?Eu não... É comum você chegar a uma redação e reparar que a maioria dos profissionais que ali trabalham possui olheiras e semblantes de eterna ressaca. Trabalhar sob pressão, com um alto nível de stress acarreta nisso, são infartados, alcoólatras e dependentes de antidepressivos. Muitos que conheço já vivem a terceira separação, jornalista só casa com jornalista. Isso, não é de hoje, escuto histórias desde a época da faculdade quando tive como professor, o legendário Juvenal Portella, que trabalhou durante muito tempo no Jornal do Brasil, ao lado de feras como Alberto Dines e Zuenir Ventura. Portela contava, que de vez em quando, precisava quebrar alguma coisa na redação para relaxar...

Existe um tabu entre os coleguinhas em tratar de forma cuidadosa de ‘cagadas’ feitas por profissionais do meio, basta lembrar o caso Pimenta Neves. Essa aura que envolve o jornalista está obviamente relacionada ao fato de termos nos tornado senhores da verdade. Acusamos, deduramos e condenamos a torto e a direito. Isso causa egocentrismo e pedância, assumindo o papel de representantes do chamado “quarto poder”. Emitimos juízo de valor, moral e ética, mas quando fazemos ‘cagadas’ conforme acusam o Cabrini, descobrimos que fazemos parte deste louco mundo. Por isso, quando meu crânio ‘aperta’ dou uma passadinha no “Sem pescoço” e peço aquela gelada. Afinal, não sou de ferro...




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