terça-feira, 6 de maio de 2008

Anauê contra a maconha

Cartaz de uma campanha Integralista

Meus caros, no último domingo (04/05) em contraponto a Marcha da Maconha foi realizada uma passeata batizada pelos organizadores como Marcha da Família. Eram pessoas ligadas a movimentos tradicionalistas católicos, muito atuantes no período antecedente ao golpe de 1964. Até aí tudo bem, como defendi na minha última postagem, a liberdade de expressão e manifestação deve ser livre sem exceção conforme consta na Constituição Federal, preceito que o Ministério Público e a Justiça não relevaram quando proibiram a Marcha da Maconha. Porém, um detalhe me chamou atenção na “contramarcha”.

Era a exibição de uma bandeira que representa uma ideologia surgida em Portugal e posteriormente no Brasil: o Integralismo, doutrina inspirada no fascismo/nazismo praticado em essência na Alemanha e Itália pelos governos de Mussolini e Hitler, respectivamente. O integralismo sempre manifestou anti-semitismo e racismo, embasado pelo o que acontecia na efervescente Europa dos anos 1930. No Brasil, seus seguidores utilizavam uniformes em que a marca era uma camisa verde. Realizavam passeatas pela ordem e moral dos bons costumes decantado os valores da Doutrina Social da Igreja.

Geralmente, assim como seus colegas alemães e italianos, tinham por hábito espancar e quebrar quem ousasse contrapor suas idéias como, socialistas, anarquistas, comunistas e até homossexuais. Pelo jeito, é bom o pessoal da ‘fumaça’ tomar cuidado, pois os “Camisas Verdes” estão de volta...



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