segunda-feira, 19 de maio de 2008

Comunicação Empresarial em debate





Meus caros, no último sábado (17/05) ocorreu o II Fórum de Comunicação Empresarial realizado no campus Rebouças da Universidade Estácio de Sá, aqui no Rio de Janeiro. O tema do evento foi sobre Avaliação e mensuração em Comunicação Empresarial: estratégias para melhores resultados e apresentará trabalhos de empresas que já utilizam esse tipo de comunicação como forma de gerir sua empresa.


No programa ocorreram exposições de profissionais da área de gestores de comunicação como Bruno Machado (diretor da 3COM Comunicação Empresarial), Daniel Tussini (relações públicas do Consulado do México), Helena Kale Pimentel Brazão (gerente de comunicação e marketing do Banco Santander), Renata Castro (coordenadora de comunicação da Merck), Bete Romero (diretora da Background Comunicação) e Monica Alvarenga (diretora da Múltipla Comunicação).



Os destaques ficaram por conta das apresentações de Tussini, o qual, fiz uma pergunta sobre a influência da mídia americana na negativação da imagem do México , Renata Castro, que para surpresa de todos, não tem formação específica em comunicação, e sim em fonoaudiologia e Bete Romero, que apresentou um portfólio muito interessante sobre os serviços da Background,empresa que oferece uma plataforma virtual em tempo real sobre sistema de análise de imagem, utilizando critérios qualitativos e quantitativos sobre o acompanhamento jornalístico na veiculação na mídia (Clipping).

Atualmente, a Comunicação Empresarial é a área da comunicação que mais cresce e se destaca face o encolhimento do mercado, principalmente de mídia impressa (jornais e revistas) concebida e existente ainda no modelo tradicional. Eu sou um crítico do atual currículo de comunicação Social, principalmente da habilitação jornalismo.


A Comunicação Corporativa está se tornando um ‘atrativo’ mercado para o aproveitamento dessa ‘sobra’, mas percebo que existe uma dificuldade em incorporar esses profissionais,pois não existe domínio pleno das ações quando se é exigido criar projetos e estabelecer estratégias. É notório que existe um déficit de gestores na área de comunicação.

Acredito que o empreendedorismo não é ministrado de forma correta e atual. As faculdades de comunicação-jornalismo estão formando uma mão-de-obra que hoje se tornou precarizada. Basta observar, que dificilmente um jornalista recém-formado ganha o piso salarial sugerido pelo Sindicato dos Jornalistas. Eu até já citei, numa das primeiras postagens do Lobotomia, trechos de uma análise do Prof. de jornalismo Hélio A. Shuch da Universidade Federal de Santa Catarina sobre o assunto.

Hoje, a Comunicação Empresarial é uma especialidade que pode ser adquirida através de uma formação Lato Sensu (pós-graduação), mas que por exigência do mercado vai futuramente se tornar uma área fim da comunicação como: jornalismo, publicidade e relações públicas. Resta saber quando isto finalmente vai acontecer.


Confira a resposta do relações públicas do consulado mexicano no Rio de Janeiro, Daniel Tussini, sobre a influência da mídia americana na imagem do México.




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