quinta-feira, 26 de junho de 2008

Abdução midiática

Meus caros, alguns nomes do show business construíram e tiveram suas carreiras associadas ao mundo das drogas. Para a Indústria Cultural transformar talentosos músicos em ícones doidões rendeu muito. Nomes como Janis Joplin, Jim Morrinson, Jimmy Hendrix, BobMarley, Eric Clapton e bandas como Rolling Stones e recentemente o Guns N’ Roses, eram e são sinônimo de vida “transviada” que rendeu muito lucro para as gravadoras.

A partir dos anos 1960, com a ascensão do Rock como um segmento mercadológico rentável, essa receita foi definitivamente incorporada na criação da imagem do artista. O festival de Woodstock foi definitivo na construção da figura dos “Bad Boys”. A liberdade era associada a uma atitude agressiva.

Apresentar um artista drogado se transformou em uma estratégia para fixação da imagem e da divulgação sua obra. Alguns psicanalistas observam que no mercado de entretenimento, a figura do incompreendido e rebelde desperta uma relação de identificação comportamental entre o ídolo e o fã. O filme The Wall, estrelado por Bob Geldolf nos anos de 1980 retrata bem essa situação.

Em artigo anterior, eu já tinha feito uma referência à exploração negativa da imagem da cantora britânica Amy Winehouse, por parte da chamada “mídia amarela” e dos paparazzi europeus. Winehouse, ao meu entender, é mais uma vitima desse processo de exposição midiática negativa que gera um retorno para seus agenciadores.

Novamente, me remeto ao cinema ao lembrar do filme “Rosa”, estrelado por Bete Midler em 1979, que foi inspirado na trajetória de Janis Joplin e outros ídolos da música que sucumbiram às drogas. Aqui no Brasil, a história não foi e não é muito diferente. Lobão, Cazuza, Chorão e Rita Lee foram ‘abduzidos’ pela mesma estratégia de simbolização negativa, que dá dinheiro.


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