domingo, 27 de julho de 2008

Jornalismo bucha, profissão perigo

Reprodução: Cara de Menino

Meus caros, os nossos queridos coleguinhas realmente não conseguem entender o perigo de se fazer uma incursão a trabalho, em morros e favelas do Rio de Janeiro. Não bastasse o caso Tim Lopes e o episódio de tortura envolvendo uma equipe do jornal O Dia, por parte de milicianos, o que se vê agora é a intimidação contra várias equipes de reportagem que acompanhavam a caminhada do candidato a prefeito Marcelo Crivella, neste último sábado (26/07) na comunidade da Vila Cruzeiro.

Todos sabem que políticos só entram em determinados locais somente com anuência do chefe do tráfico local ou dos milicianos, quando estes dominam algum território. Já está na hora da ABI, Sindicato ou FENAJ tomarem providências. Já falei e repito: jornalista no Rio de Janeiro está fazendo trabalho de “Boi de Piranha”. Não é possível arriscar a própria vida e segurança em favor de capitalistas que só estão interessados em vender jornais e conquistar audiência. Se quiserem chamar atenção para o problema, o façam de outra forma, pois se está trabalhando sem as devidas garantias de segurança e vida.

Atualmente no Rio de Janeiro, o jornalista não é bem-vindo em nenhuma comunidade. Desde a morte de Tim Lopes qualquer profissional que seja identificado em determinadas situações de trabalho em regiões de conflito, corre sério risco em relação a sua integridade física.

Segurança de candidato não vai ‘comprar barulho’ de nenhum coleguinha. Alô pessoal! Cadê a mobilização, tá na hora de ter um pouco de bom senso. Depois que acontecer alguma coisa mais séria, não vai adiantar ficar pedindo segurança para o Cabral.

Os “Barões da Mídia” não estão nem aí. Só querem fazer espuma...




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