domingo, 6 de julho de 2008

“Quem tem amigos não morre na cadeia”...


Meus caros, o jornalismo tem na factualidade sua essência. Com tempo, alguns casos rumorosos acabam caindo no esquecimento, não sei se por interesses outros ou até mesmo, pelo seu esgotamento. Notícia é igual a pé de ‘pimenta’, quando fica cheio, seca... Quem conhece “roça” sabe disso. Um dos casos mais emblemáticos da mídia brasileira é o que envolve o “prestigiado” jornalista Pimenta Neves.


Este competente e “pacato” cidadão teve ao longo de sua vida, uma carreira de reconhecido sucesso, tendo passado pelo Banco Mundial e trabalhado em redações como da Folha de São, Gazeta Mercantil e O Estado de São Paulo, entre outras empresas de jornalismo. Para quem não lembra, e infelizmente tem memória curta, este profissional comprovadamente assassinou a tiros sua ex-namorada, a jornalista Sandra Gomide em 20 de junho de 2000. Segundo Pimenta, o motivo do crime teria sido uma crise depressiva motivada pelo “trauma” do fim do relacionamento entre ambos.


Simplesmente, o jornalista desferiu dois disparos de calibre 38 pelas costas de Sandra. O julgamento ocorreu em maio de 2006. Na ocasião, o senhor Neves foi condenado a 19 anos de prisão, pena que não cumpriu até hoje, por sempre utilizar subterfúgios jurídicos da lei brasileira. Depois disso, ninguém comenta, fala e notícia nada sobre o assunto. Assim como tantos outros casos. Passados oito anos do fato ocorrido, tento entender o descaso e “esquecimento” dos veículos e de nossos colegas em relação ao crime. Todos sabem da vasta rede de relações de Pimenta Neves.


Segundo profissionais que já conviveram com o jornalista, Pimenta sempre fez questão alardear sua influência junto as mais importantes figuras do poder que compõem a República. Assim, acaba por prevalecer aquela velha máxima: “Quem tem amigos não morre na cadeia”...
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