segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Patriotadas e Chororô - Pequim 2008

Reprodução: Foto de Washington Alves / COB

Meus caros, após o encerramento da Olimpíada, eu não podia deixar fazer algumas observações sobre a cobertura da grande mídia. Primeiro vou passar rápido pela patriota imprensa americana – são mais corneteiros do que a mídia brasuca.

Vocês viram o novo
critério de classificação do quadro de medalhas? Bom, simplesmente resolveram deixar de lado, o modelo do Comitê Olímpico Internacional – COI, que dá peso maior a quantidade de medalhas de ouro, em relação às conquistas de prata e bronze. Enquanto potência olímpica e líder em várias competições, os EUA em anos anteriores, sempre impunham seu poder também nos esportes, afinal esse tipo de conquista arrebata corações e mentes.

Na cobertura da Olimpíada de Pequim 2008 – Lá fora é Beijing, a galera do Tio Sam resolveu considerar as conquistas totais de medalhas, ou seja, o ouro tem peso igual à prata e bronze. Se fosse assim, o ‘Bronzil’ não teria ficado em 23º, segundo o ranking do COI. Estaríamos mais orgulhosos com as parcas medalhas de bronze que conquistamos.

Bom, outro fato que percebi da parte deles foi a ‘Phelbsmania’. É claro, que um atleta da categoria de Michael Phelbs merece todas as honras por ter conquistado oito medalhas de ouro, realmente é um fenômeno, mas acho que exageraram um pouco. Até o Galvão Bueno caiu nessa. Berrou feito um bode, mais do que na medalha do Cielo.

O cara ganha essa quantidade de medalhas e ninguém pergunta o que ele tomou ou comeu? Quando o simpático jamaicano, Usain Bolt, recordista mundial nos 100 e 200 metros rasos e campeão do revezamento 4x100, detonou três medalhinhas de ouro, lançaram imediatamente suspeitas que o representante da terra do reggae correria ‘chapado’. Isso é na verdade, um exercício nojento de preconceito contra um país pobre e porque não racial. Será que só os ‘negões’ americanos é que prestam? Não pode ser do Brasil, Quênia ou da Jamaica.

Aqui no Bronzil, pra variar nossa querida TV Globo quis nos enganar com Ronaldo Gaúcho. Meu amigo, Douglas Habibe prefere chamá-lo de Ronaldo Globeleza, vocês também não acham o craque detunço parecido com a Valéria Valenssa?

Além disso, acredito que nossos atletas sofreram uma tremenda pressão por resultados motivada por uma incessante campanha da mídia. Nosso querido Diego Hipólito não agüentou a pressão, assim como o João Derly do Judô. Parece que o Brasil sofre da síndrome da ausência de heróis.

Outra coisa. Perceberam como nossa imprensa tratou as meninas do futebol. O Galvão as classificou como fracas psicologicamente, assim como as meninas e meninos do vôlei de praia. O cara cola uma etiqueta de “loser” nos atletas brasileiros e fica por isso mesmo. Ninguém leva em conta que tem família de atleta assistindo os jogos. A mãe da jogadora Marta, passou mal por isso.

E por fim, nossa mídia pegou pesado na consagração do ‘chororô’ , foi uma das coisas mais chatas que já assisti, eu já estava chorando por ver tanta gente chorar, um saco!



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