domingo, 14 de setembro de 2008

Um velho hábito da América Latina



Meus caros, mais uma vez a história se repete na América Latina. Forças ligadas ao capital internacional , liderados pelos EUA conjecturam a derrubada de algum governo, que contrarie seus interesses. Ao longo de sete anos, o governo americano só teve olhos para o Oriente Médio. A guerra do Iraque e o combate ao terrorismo fez com que os yankes esquecessem do seu eterno curral, a AL. Isso fez com que governos ligados a movimentos sociais fossem eleitos durante este periodo.
O fracasso da politica neoliberal na região foi o principal nutriente para a eleição de políticos ligados ao chamado campo da "esquerda". Primeiro foi Cháves em 1998, e num efeito dominó vieram Ricardo Lagos (Chile), Lula (Brasil), Kirchener (Argentina), Evo Morales (Bolivia), Michele Bachelet (Chile), Tabaré Vasquez (Uruguai) ,Sra. Kirchiner (Argentina), Daniel Ortega (Nicarágua) e o bispo Fernando Lugo (Paraguai).

Os EUA dormiram e viram seu satélite perder o rumo. De repente, a América Latina não está mais na sua orbita. E aí começa o trabalho de reconquista. Da mesma forma, como aconteceu na época da Guerra Fria nos anos 1960/70, esses países começam a sofrer uma pressão interna por parte de setores ligados ao capital internacional.
Esses setores sempre se fizeram notar através da mídia, da mesma forma como ocorrera na derrubada de governos, como de João Goulart, Salvador Allende, e em tentativa fracassadas como a de Cháves em abril de 2002.

Em 1964, a mídia capitaneada por Roberto Marinho pregou abertamente a derrubada de Jango e conseguiu. Na carona, Grupo Folha, Familia Mesquita ( O Estado de São Paulo ) e Jornal do Brasil, apoiaram o movimento militar.

No Chile de 1973, a imprensa foi determinante no golpe contra o governo, que foi eleito de forma democrática. Um golpe de estado começa elementarmente por uma campanha midiática. Isso foi feito recentemente pela emissora RCTV da Venezuela. Lá até que durou muito, a paciência de Hugo Cháves foi surpreendente.

Hoje, a Bolívia governada pelo índio maluco se vê as voltas com uma rebelião de conservadores. Como sempre, a mídia é ponta-de-lança no processo conquistando corações e mentes. Evo Morales se vê isolado em seu pais e só recebe apoio externo, como do Brasil, Chile, Venezuela, Argentina e Paraguai.
Aqui no Brasil, o presidente Lula sobrevive ao longo de seis anos, com uma enxurrada de escândalos e campanhas capitaneadas pelo Grupo Abril através da Revista Veja. Se vai dar resultado, só o tempo dirá.
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