segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Amazônia: sustentabilidade é o caminho

Meus caros, essa matéria realizei para o Criar Brasil e também está disponível no RadioTube. São informações importantes sobre o que acontece na Amazônia, em específico no estado do Pará. Junto a este material agreguei uma versão em áudio que você também pode ouvir e baixar no RadioTube.


A região da Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta. Situada no Centro-norte da América do Sul se estende por nove países: Brasil Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Guiana Francesa, Guina, Suriname. Especificamente no Brasil, ela ocupa 42 % da área de território. Uma imensidão verde que sempre despertou cobiça do homem.


Hoje, o maior problema da região fica por conta do crescimento desenfreado do desmatamento. A área total atingida pelo do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano.


Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. A partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.


Com a mobilização, diversas entidades não-govermamentais começaram a realizar campanhas de conscientização e educação ambiental. E o caso da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE, uma Ong fundada em 1961.


Ela desenvolve um projeto de Manejo Florestal no estado do Pará, uma região que sofre bastante com efeitos do desmatamento. “O estado do Pará, é um estado que vem se modificando enquanto cultura e enquanto paisagem. Não há nada contra as pessoas virem e procurarem se manter aqui na região e tudo mais. O problema existe, é quando elas não abraçam a causa amazônica, quando elas não são amazônidas de fato”, diz Carlos Pantoja, Coordenador de Manejo da FASE no estado, criticando o aumento do fluxo migratório para a região.


A falta de identificação dos novos ocupantes da terra pode ser percebida no município de Paragominas no Pará, que hoje é um grande pólo de soja na região. Segundo Pantoja, a cidade recebeu muitas pessoas oriundas da região de Goiás e sul do Brasil. Elas chegam, derrubam a floresta e acabam por modificar a paisagem. ”Existe esse conflito de cultura, ele vem junto com a idéia de que a mata é um obstáculo. Não vem com a idéia, de que a mata pode ser um parceiro. Ela é vista como um empecilho ao desenvolvimento. Então, o pessoal vem e derruba logo a mata para plantar alguma coisa.”, conclui o ativista.


O trabalho desenvolvido pela FASE/PA está relacionado ao manejo florestal comunitário, que envolve a prática de pesca, plantio sustentável de açaí e também no apoio a regularização fundiária da Amazônia Legal.






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