sexta-feira, 27 de março de 2009

Che, um ícone fetichizado pelo capitalismo


Meus caros, alguns símbolos e histórias são sempre apropriados por Hollywood, a sede da Indústria Cultural. A fábrica de sonhos sempre recorre a biografias glamourizadas para aumentar suas vendas, assim foi com Jim Morrison, John Reed e tantas outras personalidades que de alguma forma, abalaram o mundo.

A bola da vez é Che Guevara, há tempos transformado em ícone de consumo desde sua morte em 1967, na selva boliviana. O revolucionário estampa camisetas, bandeiras em estádios de futebol, grafites na rua, e tem uma célebre foto tirada por Alberto Korda, como uma das mais reproduzidas na história da fotografia.

A produção Che é dirigida por Steven Soderbergh e estrelada por Benício Del Toro, que interpreta o herói barbudo argentino. O monossilábico Rodrigo Santoro também participa do filme ao representar Raul Castro.

Sem dúvida nenhuma, a imagem de Che representa um sentimento de inquietude e contestação em relação à exploração do homem pelo capitalismo e oligarquias que dominam os países da América Latina, desde a chegada de Colombo.

Hoje, esse mesmo capitalismo representado pela indústria do cinema, mais uma vez o lança como um produto de consumo com tempo de duração pré-estipulado, como um modismo prêt-à-porter. O senso comum da mídia vai mostrar como o “mito” do revolucionário contestador sobrevive ao tempo. Já imagino uma matéria jabá do filme no programa Fantástico. Ou até mesmo no Domingão do Faustão.

O pior é que tem gente achando que Che Guevara é o dono do fast-food Habib’s, já viram o comercial sobre a revolução das esfihas? Tem até discurso de Fidel! Pois é... Para ganhar dinheiro, daqui a pouco o pessoal vai botar Lenin vendendo hambúrguer e Stalin em filme do Batman.




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