segunda-feira, 2 de março de 2009

Falácias, sofismas e frases feitas


Meus caros, às vezes ou na maioria, nós jornalistas pecamos por usar e abusar dos chamados chavões em nosso trabalho. Confesso que sou um desses que recorrem sempre ao apelo das chamadas palavras repetidas e banais. Costumo dizer que o jornalista é um porta-voz do senso comum, não fujo disso. Dou minha mão à palmatória.

Alguns amigos me cobram mais embasamento e aprofundamento na abordagem de determinados assuntos, aqui neste blog. Globalização, economia, política, comunicação, jornalismo, publicidade entre outros temas, fazem parte do meu vernáculo, e tento de alguma forma, propor um debate a partir de leituras que faço sobre determinados assuntos pautados pela mídia.

É obvio que agradar a todos é uma missão impossível – olha a frase feita! Mas como fugir do chavão quando o assunto é comunicar? Isso me lembra o uso do “futebolês” e do “economês”, práticas de linguajar ditas específicas, quando tratam de futebol e economia, editorias reportadas por jornalistas setoristas.

Um profissional que elegantemente consegue unir e conjugar esses dialetos, sempre recorrendo aos chamados ditados populares é o veterano jornalista Joelmir Beting, atualmente na TV Bandeirantes. Beting é direto e faz uma leitura simples quando o assunto é economia. Diferentes dos Waacks e Leitões da vida.

Frases feitas e uso de jargões em jornalismo, são como muletas ou escadas para o texto, se utilizados de forma contextual e objetiva, se enquadram bem na proposta da mensagem. Mas os críticos classificam isso de sofismo e falácia. Enfim, nos acusam de abusar da retórica em demasia, sem compromisso com o desenvolvimento do saber.

Ao aplicar temos como imperialismo, esquerda, direita, populismo, neoliberalismo, crise e exploração, em minhas postagens; espero não estar contribuindo para empobrecimento do debate.Então, quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra...

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