quarta-feira, 22 de abril de 2009

Jornalista, atenção! Bala perdida não tem dono

Meus caros, sempre critico a falta de responsabilidade de algumas empresas de mídia e também de jornalistas, quando se trata de condições de segurança na execução de trabalhos de reportagem que envolvam situações de risco. Cito dois casos envolvendo profissionais de televisão: uma equipe de reportagem da Band Rio flagrou uma perseguição a um suspeito na comunidade do Jacarezinho no Rio de Janeiro, que como todos sabem, é uma área de risco e conflito.

Como é de conhecimento público, não existe possibilidade de execução de um trabalho jornalístico naquela região, sem garantias de integridade física por parte do aparato policial. A reportagem foi levada ao ar no último dia 21 de abril no Jornal do Rio. A emissora já teve um profissional atingido por bala em situação semelhante. A repórter Nadja Haddad foi baleada em junho de 2005, no bairro de Botafogo, em uma subida do morro Dona Marta. Então, a direção podia ser mais zelosa com seus funcionários já que conta com um histórico desses.

O caso mais recente ocorreu na cobertura da invasão da Fazenda Espírito Santo de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, localizada no sul do Pará, por parte de integrantes do MST – Movimento dos Sem –Terra. Uma equipe de reportagem da TV Liberal – afiliada da Globo, no estado sofreu uma situação de risco ao ser feita refém num momento de confronto entre os seguranças da fazenda e trabalhadores rurais.Segundo relatos do jornalista Vitor Haôr, que denunciou a situação, os lideres da invasão obrigaram ele e mais três profissionais à ficarem na linha de frente no momento do tiroteio em que oito pessoas ficaram feridas.

Não estou querendo aqui dizer, que jornalista não deve se envolver em coberturas de risco, mas é preciso ter discernimento e tranquilidade para captar imagens e informações para execução de um bom trabalho. Por isso, cuidado colega. O furo pode ser em você...


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