sexta-feira, 1 de maio de 2009

Jornalista, 1º de maio para comemorar ou botar as barbas de molho?

Karl Marx, acima de tudo um jornalista
Meus caros, o 1º primeiro de maio para nós jornalistas representa acima de tudo, um dia de preocupação e expectativa aqui no Brasil. Preocupação pelo fato de ver a cada dia uma precarização crescente nas redações e funções relacionadas à atividade na produção de conteúdos. São salários atrasados e defasados, falta de garantia de emprego, desemprego e baixa qualificação motivada, principalmente, pela fraca formação acadêmica. Talvez essa seja a principal demanda da categoria, a falta de preparo motivada pela baixa qualidade de formação na maioria das faculdades de comunicação do país, que infelizmente estão despejando no mercado, profissionais mal preparados, que na maioria das vezes não consegue atuar na função.


A expectativa fica por conta do fim da Lei de Imprensa e reforma do curso, que futuramente pode ser tornar uma especialização, dispensando assim uma graduação especifica. A atual lei representa um resquício negro da nossa história, mas de alguma forma garante o direito de resposta aos citados em produções jornalísticas. Não quero aqui citar nomes, mas muitos do que questionam à antiga Lei de Imprensa já invocaram ou invocam seu uso para se protegerem de ações judiciais perpetradas por injuriados e difamados, situações tão comuns na profissão. Os políticos que o digam, pois estes na maioria das vezes são os ajuizadores dessas ações, por se sentirem aviltados moralmente, acusados de corrupção.


Creio que os maiores interessados na derrubada total da Lei de Imprensa são esses larápios que vivem à custa da máquina pública. Quem também torce por seu fim, e é interessado nesta causa, é o conluio das empresas de comunicação e mídia, que assim tiram o seu da ‘reta’, pois deixam de responderem legalmente como citados em processos.


Por fim, vale lembrar que está em curso no Supremo Tribunal Federal o processo que define o fim da exigência do diploma de jornalista. Na verdade, é um recurso que vai ser julgado em última instância e que tem como relator o intragável Gilmar Mendes, emérito Presidente do STF. O proponente desta ação é o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal, que desde 2001 lutam pelo fim da exigência.
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