sábado, 4 de julho de 2009

Michael Jackson, o cruzado do american way of life


Meus caros , Michael Jackson foi vítima ou monstro da mídia? É inegável que o “Peter Pan” negro era por demais talentoso e ao mesmo tempo controverso. Uma análise da representatividade de MJ deve certamente consumir horas de pesquisa. Afinal, o cara esteve na ribalta por mais de 40 anos, sempre diante dos holofotes e câmeras da grande mídia.


Acredito que Jackson tenha sido o principal personagem dessa transição tecnológica midiática que começou, efetivamente nos anos 1980. A estética e linguagens aplicadas em suas produções, seja, musical ou visual, ajudou na construção e implantação de uma nova forma de produção da indústria do entretenimento. De alguma forma também, essa produção continha uma mensagem subliminar do “american way of life”.


A globalização teve em MJ um de seus principais ícones. De certo modo sua imagem foi associada ao mundo pró-americano em tempos de guerra-fria, mesmo que naquele momento a queda do bloco socialista já fosse inevitável, pela fadiga econômica. Digamos que Jackson foi um cruzado, anunciante das boas novas de uma nova era , na qual o consumo seria nossa principal força motriz. Intencionalmente ou não, ele encarnou esse cavaleiro porta-estandarte de uma ordem pujante que demonizava os pecadores do leste.


Naqueles doces anos, Mr. Reagan declarou que a antiga URSS era o próprio “império do mal”, a indústria do entretenimento logo criou seus personagens sobre humanos como Rambo, John Matrix, John McClane, entre tantos outros heróis, bons de porrada criados por Holywood.


Mas Michael Jackson representava à face mais artística, elaborada e condensada dessa cruzada. Ele encarnava a fantasia daqueles que se sentiam excluídos e oprimidos pela excomunhão política e até econômica. Na própria América, MJ foi usado para entreter uma comunidade em permanente revolta, como a comunidade negra. Mas seu talento ultrapassou essa esfera. Branco acabou por ser universalizado em todas comunidades étnicas do EUA e de todo o mundo.Vendeu mais de 750 milhóes de discos. O estabilishiment sempre soube usar a produção cultural para inebriar e levar sua mensagem, e assim apaziguar as massas.


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