sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Debaixo desse pré-sal...


Meus caros, algumas considerações merecem ser feitas em relação ao que determinadas figuras conhecidas da mídia nacional estão falando sobre os planos do governo referente ao petróleo do pré-sal.Tenho por hábito ler a coluna do senhor Merval Pereira, escrita no jornal O Globo. Merval como todos sabem, é um desses ácidos críticos da dinastia petista no planalto. É público e notório seu comprometimento com a causa neoliberal, coisa que o Globo faz questão de deixar bem claro na linha editorial. Portanto, um funcionário bem coerente com os ditames da empresa que trabalha.

Na última quinta-feira (03/09), Merval Pereira fez um relato sobre o que teria sido uma tensa reunião envolvendo os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que foram à Brasília discutir sobre o marco regulatório do pré-sal. No texto percebi a intenção de desmoralizar o Ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Segundo o veterano jornalista, ocorreram momentos tensos, principalmente, entre o ministro e o governador Sérgio Cabral, que acabaram por resultar em sucessivas intervenções do Presidente Lula, para acalmar os ânimos.

O Globo tem mania de plantar esses entreveros para começar fritar alguém. Enfim, está muito clara à posição do veículo em combater essas ações, que o governo do PT está executando para definir às novas regras de distribuição dos recursos oriundos da exploração do petróleo.

Em editorial da mesma edição, O Globo ataca o viés estatizante dessas ações. Alega que isso poderia prejudicar à competitividade do Brasil no mercado e que o governo federal estaria transformando a Petrobrás em uma PDVSA – companhia estatal de petróleo da Venezuela. Aliás, O Globo tem uma implicância danada com o “Chapolin Colorado”, vocês não acham?

Por fim, no mesmo jornal, tem um artigo de Carlos Alberto Sardemberg, conhecido defensor das viúvas especuladoras deste país. O jornalista tece também criticas bem fortes ao discurso nacionalista na questão do pré-sal. Sardemberg defende à abertura de licitações internacionais para a compra de equipamentos estrangeiros na exploração do óleo maldito.
É pelo jeito os entreguistas já lançaram: “O petróleo não é nosso!”.
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