segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mídia bipolar: liberalismo é para os outros

"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". O canalha dito popular definitivamente parece nortear o modus operandi dos barões da mídia tupiniquim. Tendo que conviver com a perda gradual de audiência de seus veículos e com a queda nos lucros, numa cartada desesperada tentam assegurar o monopólio da informação em terras nacionais, por meio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que trabalha para que o conteúdo jornalístico de portais da web fique restrito a empresa nacional.

A proposta da Abert, de certa forma, é até compreensível, não fosse a "ficha corrida" de quem a defende. São justamente os barões da mídia representados pela entidade os críticos mais contumazes de tudo que acreditam ser "monopólio estatal", principalmente no caso do petróleo. Foi a  Abert que, depois de trabalhar nos bastidores com a Associação Nacional de Jornais (ANJ) para derrubar exigência do diploma para a profissão de jornalista, acenou entusiasmadamente para o fim de uma suposta restrição à liberdade de expressão. Liberdade. Livre concorrência. Meritocracia. Papo furado.





Logo após derrubarem a exigêncio do diploma, os barões da mídia asseguraram que empregariam em suas redações jornalistas por formação. A Folha, ao que tudo indica, furou a panela

Ora, parece que há um comportamento bipolar de quem detém o monopólio da comunicação no país. Se os defensores do projeto são os mesmos que entendem que não é preciso especialização para a atividade jornalística, a proposta de assegurar para si a produção de conteúdo noticioso na internet brasileira não faz sentido algum. Colocando os pingos nos "is": para os barões da mídia, liberalismo é bom, mas só vale para os outros.
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