sexta-feira, 12 de março de 2010

Ibsen e o petróleo


Meus caros, depois da porta arrombada o melhor é mandar o cachorro latir.. Assim podemos metaforizar sobre o comportamento do mais novo chorão da praça: Sérgio Cabral, governador do estado do Rio de Janeiro. Como é público, desde o anúncio da descoberta de jazidas do chamado petróleo do pré-sal, a canalhada de Brasília articula mudança no critério de repasse dos royalties do ouro negro. Na verdade Ibsen, o deputado, está sendo mais realista do que seu homônimo Henrik Ibsen , criador do chamado teatro realista moderno.

De uma forma que pode ser considerada bem satírica, o nobre deputado gaúcho pretende se transformar no próprio inimigo do povo do estado do Rio de Janeiro. Ibsen Pinheiro criou uma obra (projeto de emenda) em que inicia sua luta para criar mais um embuste, no caso específico, a hipocrisia da divisão dos royalties do petróleo. A mentira fica por conta da chamada divisão justa e igualitária de uma bolada que é obtida através do dinheiro aferido da exploração do óleo em estados produtores.

De alguma forma, Ibsen, o deputado, faz com que a elite de um estado falido entendesse sua própria miséria. De uma hora para outra um estado declara sua incapacidade administrativa por uma possível diminuição de recursos. Então, o governador chora como o poeta frustrado que vive do dinheiro do antigo amante de sua mulher.

Ah, Ibsen você destruiu nossa comodidade e inércia. Você nos faz sentir vergonha de nós mesmos, sem pedir entra em nossa casa e nos toma o que é nosso. Agora só resta o cachorro... só nos resta latir como ele...




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