sábado, 28 de agosto de 2010

Jabour e o Irã: uma guerra sem fim

Meu caros, antes de qualquer coisa peço desculpas pela ausência. O ritmo de trabalho anda bastante intenso e sobra pouco tempo para uma dedicação maior a este blog. Bom, neste retorno quero fazer meu protesto contra a conduta do Sr. Arnaldo Jabour em relação à cultura árabe, quando tece comentários jocosos e agressivos ao “arabian way of live”, em particular aos costumes de países como o Irã. O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, mulher condenada a pedradas naquele país por adultério e co-participação no assassinato ao marido, demonstra a severidade da República Islâmica em situações como essa. É sabido que a mulher ocupa um papel secundário na cultura árabe, mas isso não deve significar que este povo deve ser tratado como bárbaro e sua cultura ser vista como um conjunto de manifestações selvagens e agressivas ao próximo.
A condenação de Sakineh pode e deve ser contestada quanto à forma e modo absurdo do castigo imposto. Mas isso, de forma alguma, pode ser utilizado para minimizar costumes e preceitos de uma sociedade ou cultura diferente do mundo ocidental.
Aqui no “civilizado” ocidente, existe países que ainda utilizam à pena capital. Nos EUA ,o estado mata com cadeira elétrica e injeção (coquetel) letal.
Para encerrar, eu gostaria que o nosso cineasta e articulista dispensasse um pouco de sua atenção para uma análise mais profunda sobre como nossa cultura de consumo, em especifico a produção de audiovisual ocidental, em todas as formas, retrata o mundo árabe. As-salam'alaik, Jabour!

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