sábado, 16 de outubro de 2010

Os novos (velhos) fantasmas da direita brasileira

Meus caros, ainda dentro do enfoque das eleições 2010 e dessa polarização do segundo turno, quero deixar aqui algumas observações que acho bastante pertinentes. Acho que não vale mais a pena discuter essa enfadonha cobertura jornalistica feita pelos já manjados e tendenciosos veículos da mídia golpista, mas sim o retorno de um discurso retrógrado e paranóico dos tempos da Guerra Fria. Na edição de 15/10, do jornal O Dia, o Deputado Federal do PP, Jair Bolsonaro expôs sua já conhecida e limitada opinão contra o desarmamento e o PNH 3. O polêmico "direitão" aproveitou e pegou carona no velho papo da paranóia vermelha para justificar seus argumentos reacionários e ultrapassados. É óbvio que um ensadecido como Bolsonaro não merece atenção, mas o uso desta bengalha retórica me faz refletir sobre sua apropriação por esta nova geração de políticos e jornalistas.

Vejam o caso do Sr. Índio da Costa, candidato a vice na chapa de "Serra Mil Caras ".Este jovem carioca foi uma das criações de laboratório do "competente" ex-prefeito do Rio, César Maia, que formou um time de ratinhos neoliberais e os espalhou pela vida pública afora, sendo até abandonado por alguns, que viraram a casaca.Mas voltando ao Sr. Índio da Costa, é impressionante como o mesmo usa a retórica udenista em suas aparições na mídia. O problema é que o vice de "Serra Mil Caras" não é muito coerente com que prega em campanha. No Congresso Nacional, ele faz parte da Frente GLTB, e nesta campanha se diz contra o projeto que transforma em crime discriminação contra homossexuais. E aí Índio, qual é a tua?

Bom, para encerrar não tenho como deixar de citar Diogo Mainardi e Arnaldo Jabour. Esses então... Os dois se tornaram próceres do novo neoconservadorismo brasileiro. O discurso de ambos deve suscitar uma vontade louca em Carlos Lacerda, lá no umbral, em voltar à vida.




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