quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Na falta do que falar, vai lavar uma louça


Meus caros, não é de hoje que alguns martelam a política externa brasileira. Nessa onda, o que mais ouço são criticas ao alinhamento que o governo Lula fez com os chamados países do antigo terceiro mundo. Essas viúvas arrotam que o Brasil está jogando no lixo uma história de neutralidade e moderação em situações de conflito internacional. Na verdade, o país viveu períodos de isolamento aqui mesmo na América do Sul e de subserviência ao grande irmão do norte. Mas nos últimos oito anos essa posição mudou, e com isso conquistamos mais visibilidade e respeito, perante à comunidade internacional. E não há como negar isso. Hoje, o Brasil avança no integração com diversos países que antes eram ignorados por nossa diplomacia.

O maior alinhamento com países do Mercosul, com o ensejo de Venezuela e Bolívia, que governados por uma lideranças identificadas com o movimento de esquerda, como Cháves e Morales fez arvorar um discurso ranheta. Diariamente são apresentados artigos e matérias que tentam diminuir os aspectos positivos dessa nova direção do Itamaraty. Nomes como Míriam Leitão, Demétrio Magnoli, entre outras figurinhas já carimbadas do “PIG”, fazem isso com frequencia.

Nesta quinta-feira (24/02), ouvi na rádio que toca notícia a coluna diária do simpático Sérgio Bessermam, Economista, ex-presidente do IBGE, e atualmente militante respeitado da Sustentabilidade. E não é que Besseram desceu a lenha na atuação da diplomacia em tempos de governo Lula? Pois é, o irmão do Casseta Bussunda acredita que a imagem do Brasil está arranhada nesta crise de protestos ocorrida em países árabes. Ele credita essa possível situação pelo fato de Lula ter visitado nações como Líbia e Zimbabwe governados há tempos por ditadores como Khadafi e Robert Mugab. além de criticar a aproximação junto ao Irã, liderado por Ahmadinejad.

Na verdade, é uma tremenda furada tentar relacionar uma possível negativação da imagem brasileira com o atual contexto de protestos do mundo árabe. Independente de uma política de governo, o que prevalece é uma política de estado. Não sei se é muita ingenuidade de Bessermam acreditar nos dias de hoje, que países como o Brasil não devam buscar o estreitamento de laços diplomáticos com os chamados países do mal, como é o caso da Líbia. Afinal, o objetivo é conquistar novos mercados, seguindo à máxima de nossos irmãos do norte. Ou será que Barack Obama e seus antecessores não pensam ou não pensaram assim? A China está aí para provar isso.Se não for desse jeito, vou lavar uma louça...
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