domingo, 17 de julho de 2011

Cúpula dos Povos na Rio + 20


Meus caros, em entrevista coletiva durante o Seminário Internacional Cúpula dos Povos da Rio + 20 por Justiça Social e Ambiental, realizada no último dia 01 de julho, no Instituto Metodista Bennet, bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, foram anunciados os pontos principais do encontro que vai ocorrer paralelamente à realização da Rio + 20 no ano de 2012 próximo, também no Rio de Janeiro. Fátima Mello, da Rede Brasileira de Integração dos Povos – REBRIP, e uma das integrantes do Comitê Facilitador da Rio + 20, garante que o objetivo da Cúpula é resgatar o clima de mobilização ocorrido durante a Eco 92. “O nosso objetivo é recolher a herança do Fórum Global realizado há 20 anos atrás no Aterro do Flamengo, em paralelo ao encontro oficial dos chefes de estado que aconteceu no Riocentro. Na verdade, aquele encontro do Aterro marcou a emergência dos movimentos sociais a nível global, que teve um imenso impacto na cidade, e onde as questões relacionadas à justiça ambiental começaram a ser pautadas na sociedade, opinião pública, sistema ONU e governos.” – disse Mello, que também é Diretora da ONG FASE e integrante do comitê organizador de edições anteriores do Fórum Social Mundial de Porto Alegre/RS.

Agora depois de 20 anos de realização da Eco 92, a Rio + 20, Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, pretende reunir novamente países para discutir uma nova agenda socioambiental mundial. Moema Miranda, Coordenadora do IBASE faz um balanço desse intervalo de tempo e indica os novos desafios a serem alcançados. “O que a gente olha depois desses 20 anos é que o desenvolvimento sustentável foi muito desenvolvimento e nada sustentável. A partir desse ponto de vista, aquela agenda proposta de três pilares: desenvolvimento, cuidado ambiental e da justiça social não foi alcançada. O que aconteceu é que o processo de mercantilização da vida se aprofundou bastante nestes últimos anos. Hoje somos parte de um modelo que é danoso. Então, que pressão devemos fazer no Brasil pela construção de um novo paradigma de desenvolvimento, com uma nova lógica de relação com os bens da natureza, de relação entre nós? Será que o modelo de desenvolvimento que nós queremos é esse mesmo?” - indagou Miranda.

Os grupos de trabalho formados durante a realização do Seminário Internacional Cúpula dos Povos da Rio + 20 por Justiça Social e Ambiental, compostos por ativistas do movimento social e integrantes da sociedade civil, definiram os quatro eixos principais que serão tratados no encontro de junho de 2012: urgência pelo fim da mercantilização da vida e da natureza e luta pelo bem comum; a criação de um novo modelo econômico que paute pela sustentabilidade; divulgação de lutas e experiências, com foco nos direitos do trabalhador, e, por fim: campanhas de articulação global e local entre movimentos sociais. O evento pretende reunir toda a gama de organizações e iniciativas ligadas a questões importantes como: direitos humanos, juventude, povos indígenas, economia solidária, e, claro, meio ambiente.


Matéria no Radiotube








Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...