domingo, 10 de julho de 2011

Rádios Comunitárias indígenas sofrem repressão


A repressão as rádios comunitárias já chegou às aldeias indígenas, da mesma forma que acontece com emissoras  livres das várias regiões do Brasil. Apesar de ser ratificado pela Organização das Nações Unidas, o direito à informação ao Índio também acaba por ser prejudicado no país. Neste contexto, a rádio comunitária ganha importância na preservação da cultura e línguas indígenas. Marcus Terena é membro do Comitê Intertribal e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da Coalizão Internacional Land is Life e da Cátedra Indígena Internacional. Ele vê uma retaliação política na repressão contra as rádios comunitárias indígenas. “Uma rádio dessas atinge uma área muito grande de aldeias. Esses indígenas percebem que podem em uma campanha politica não precisar do patrocínio de um prefeito ou de um vereador X” . Eles não querem mais manipulação. Então, esses mesmos políticos avisam as polícias aonde está localizada a rádio comunitária. Daí a Polícia Federal vai lá, com 20 carros, para apreender o equipamento, computador, etc.” - denuncia Terena.

Antenado com as novas tecnologias, Terena já coordenou a comissão indígena para o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, junto à Internacional Telecomunication Union, dentro das metas de inclusão digital e a sociedade da informação na ONU. O ativista acredita que as novas ferramentas de comunicação vão ajudar no desenvolvimento profissional e pessoal dos índios, mas sem que isso signifique esquecer de seus valores culturais. “Não é apenas achar que 300 milhões de índios no mundo significam 300 milhões de computadores a serem vendidos. Mas é a capacidade de dar oportunidade para que os povos indígenas acessem esse mecanismo e ao mesmo tempo possam defender os seus direitos, ou seja, o direito à informação. O indígena precisa dominar sua cultura. Para ele poder informar e superar os preconceitos da sociedade. É preciso saber antes de mais nada quem ele é efetivamente. Não é possível abandonar ou renegar o rastro de seus antepassados.” - finalizou o líder indígena.

Para saber como a comunidade indígena brasileira utiliza a comunicação na defesa de seus direitos acesse www.webbrasilindigena.org
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