quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Siderúrgica contamina bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro e processa pesquisadores

Meus caros, uma campanha em torno dos impactos socioambientais causados pela ThyssenKrupp - Companhia Siderúrgica do Atlântico tem causado intensa mobilização no Rio de Janeiro. A Articulação das Populações Atingidas pela Companhia Siderúrgica do Atlântico atua por meio de denúncias das ações da CSA em redes sociais nacionais e estrangeiras.

Se já não bastasse o danos ambientais no Bairro de Santa Cruz, a Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde está instalada, a Thyssenkrupp move um processo de danos morais contra pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.Hermano de Castro, pneumologista do Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador, Joaquim Venâncio, pesquisador engenheiro sanistarista da Escola Politécnica Alexandre Dias Pessoa e Mônica Lima, bióloga pesquisadora da UERJ.

Esses pesquisadores participaram de reportagens veiculadas nos jornais O Globo, O Estado de São Paulo e a Folha.com. em primeiro de novembro último.Na ocasião, as matérias abordaram o relatório preparado pela Fiocruz que faz uma Avaliação dos impactos socioambientais e de saúde em Santa Cruz decorrentes da instalação e da operação da Companhia Siderúrgica do Atlântico. O estudo indica que o pó emitido pela siderúrgica, que está em funcionamento desde o segundo semestre de 2010, contém substâncias tóxicas como, por exemplo, silício, enxofre, manganês e outros poluentes.

A Articulação das Populações Atingidas pela CSA busca o direito à liberdade de expressão, fim imediato da poluição, indenização e reparação dos pescadores e moradores, fim das isenções fiscais cedidas à empresa e não à licença de operação definitiva e ao termo de ajustamento de conduta. O objetivo é fazer uma grande rede de solidariedade e de comunicação em defesa dos direitos sociais e à saúde ambiental.

Fonte: Adital 
Foto: Consciência Net 

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