quinta-feira, 7 de junho de 2012

Rio+20 e Cúpula dos Povos, que mundo queremos?


Meus caros, às vésperas da Rio + 20 e da Cúpula dos Povos faço aqui um breve resumo sobre o que efetivamente são esses eventos, já que nossa querida imprensa não se mostra muito apta no esclarecimento de ambos. Como todos devem saber, o Rio de Janeiro vai receber duas conferências de grande porte para debater sustentabilidade e o futuro do planeta. A Rio + 20 é considerada o evento oficial pois vai reunir cerca de 193 chefes de estados membros das Nações Unidas. No programa, “Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e na Erradicação da Pobreza” e a “Estrutura Institucional para o Desenvolvimento Sustentável”. Já Cúpula dos Povos da Rio + 20, se estrutura na discussão de três eixos: “Denúncias das Causas Estruturais das Crises,das falsas soluções e das Novas Formas de Reprodução do Capital”, “Soluções e Novos Paradigmas do Povos”e o “Estimulo às Organizações e Movimentos Sociais a Articular Processos de Luta Anticapitalista Pós-Rio+20.

O resumo da opera apresenta a seguinte situação: de um lado os chefes de estado vão tentar discutir e e criar soluções para estimular um ambiente sustentável a partir de programas voltados ao desenvolvimento econômico, bem-estar social e à proteção ambiental. Na verdade, o chamado evento oficial vai representar um jogo cênico de aperto de mãos e boas intenções, mas sem qualquer tipo de resultado pratico. Após 20 anos da Rio-92, ainda se discute uma agenda de desenvolvimento para as próximas décadas. Em um mundo dominado por interesses econômicos corporativos não se pode esperar concessão dos marionetes compromissados com as indústrias do petróleo, minério, agronegócio, automobilística, farmacêutica entre outras, que corrompem governos e estados em defesa de seus interesses.


Na Cúpula dos Povos, você tem a mobilização do contraponto ao capital. A discussão sobre o atual modelo passa obrigatoriamente pela denúncia de um modelo ultrapassado de desenvolvimento, que se baseia na exploração do trabalho e na precarização do ambiente socioambiental. O encontro do Aterro do Flamengo vai debater as causas estruturais da atual crise de nossa civilização a partir de crises especificas – energética, financeira, ambiental e alimentar. O mundo precisa finalmente entrar no Sec. XXI, é preciso abandonar um modelo de desenvolvimento baseado em uma lógica de exploração de recursos não-renováveis, consumo excessivo e especulação financeira.

Paralelo a isso tudo, acontece no bairro da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, a Kari-Oca. Um encontro que vai reunir povos indígenas do mundo todo para debater também os rumos do planeta. São esperados 1.600 índios, sendo 400 de tribos brasileiras e 1.200 de estrangeiros oriundos de países como EUA, Canadá, México entre outros.



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