domingo, 1 de julho de 2012

O predador



Meus caros, vivemos sob o signo das corporações. Elas dominam nossas vidas e nos manipulam a partir da lógica do consumo desenfreado. Apoderam-se de estruturas e instituições político-governamentais. Elas são o estado e o "grande irmão". As corporações se locupletam de ideologias e culturas. Quem defende o atual sistema, legitima a banca e a jogatina especulativa.

As práticas de sustentabilidade e o respeito ao meio-ambiente nunca serão executadas em quanto à corporocracia se mantiver obscura por detrás do poder. O melhor meio de se enfrentar isso é questionar esse modelo a partir do fortalecimento do papel dos movimentos sociais. Essas corporações precisam se sentir pressionadas.

É óbvio que não serão eliminadas, mas elas precisam se enquadrar em um modelo baseado no uso racional das tecnologias, recursos naturais, e, sobretudo, na construção de um modelo educacional inclusivo, que leve o homem a um grau de desenvolvimento reflexivo e contestatório sobre seu papel na sociedade, não sendo ele apenas um coadjuvante consumista e alienado.


Hoje, as corporações só querem formar operários com diplomas. Não aceitam em seus quadros pessoas com formação na área das ciências humanas. Não querem empregados que pensem e questionem o modelo aplicado. Elas exigem apenas o conhecimento relacionado ao tecnicismo aplicado a partir das exatas, ciência na qual o número (dinheiro) representa um Deus. Não podemos ser escravos subjugados, e perdermos a nossa alma pela ambição e acúmulo de bens materiais. Sempre motivados por um discurso que vende uma subliminar mensagem de alienação consumista.
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