sábado, 18 de agosto de 2012

I'm Assange


Mais uma vez a situação de Julian Assange vem à tona. Há quase dois meses o fundador do Wikileaks está refugiado na embaixada do Equador em Londres. No último dia 16 de agosto, o governo equatoriano finalmente anunciou a concessão de asilo político para Assange, fato que não foi aceito pela Grã-Bretanha que o deseja extraditar para a Suécia por acusações não comprovadas de estupro e assédio sexual.

Como é sabido, o Wikileaks publicou uma série de documentos secretos da diplomacia americana, fazendo com que fosse aberta a caixa-preta do “Tio Sam”, revelando assim todos os podres da política exterior dos EUA. Daí foi articulada uma ação para calar e botar em cana o Julian Assange.

O episódio vem comprovar que o culto à liberdade de expressão não é assim tão respeitado nos países considerados berços da democracia contemporânea.


A partir do Brasil observo que nossos “jornalões” não fizeram questão de apresentar críticas mais contundentes ao cerceamento do líder do Wikileaks. Diferente do que fizeram com o governo argentino, que bateu de frente com o grupo Clarín, e Hugo Chávez, que não renovou à concessão da Rádio Caracas Televisão (RCTV). A mídia brasileira não lançou mão de editoriais para criticar com veemência o ultraje que o governo inglês está cometendo em não liberar a partida de Assange para seu exílio no Equador. Dois pesos e duas medidas...

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