segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cultura Digital, Ciberativismo e Democracia - "Somos Todos"


Bernardo Gutiérrez é jornalista, fotógrafo, escritor, consultor de estratégias digitais, CEO e Founder da rede de inovação Futura Media (futuramedia.net) e integrante do Wiki Praças. Como colaborador, editor e repórter  tem trabalhado para veículos de várias partes do mundo. Ele também esteve presente no Fórum “Onda Cidadã 2013”, realizado no sertão do Ceará.
Ao longo de sua carreira, o jornalista espanhol realizou coberturas importantes como o Movimento Zapatista no México (1994) e as manifestações ocorridas durante o encontro Organização Mundial do Comércio – OMC, em julho de 1999. Com a experiência obtida a partir dos contatos com os movimentos sociais do mundo, Gutierrez se transformou também em militante. Mas a sua luta foi além das ruas e redações. Hoje ele é um ativista digital global. Seu mundo agora não tem fronteiras por estar integrado a todas as praças do planeta. Espanha, EUA, Turquia, Itália, Costa Rica, Nicarágua, México e Brasil. O direito à cidade é uma de suas bandeiras, assim como a pratica da cultura livre. É também um estudioso das redes e da forma como elas se constroem e consolidam através da quebra do paradigma da democracia representativa, que hoje é vertical e comprometida com interesses corporativos. Você vai conhecer o pensamento dele através desta entrevista que fiz para o Radiotube.org.br em um dos intervalos do #OndaCidadã10

André Lobão: Você gostou da proposta do Fórum Onda Cidadã 2013?

Bernardo: Eu estou achando bastante interessante por várias questões. Normalmente eventos como esses reúnem amigos e núcleos fechados de cultura digital, que só se comunicam com a galera de cultura digital. É interessante porque tem pessoas diferentes. Acho legal essa forma para inovar e dialogar na forma transversal, diferente e não linear. Aqui tem pessoas que mexem com agricultura, mundo digital, ativistas, jornalistas, artistas, músicos, a cultura viva comunitária. Ou seja, realmente foi feita uma curadoria bastante abrangente, e acho que esse diálogo horizontal em rede transversal faz bastante diferença com métodos diferentes e coletivos diferentes. Um dos grandes problemas do mundo é que jornalista só bebe cerveja com jornalista, e a cultura digital só fala com cultura digital.
André Lobão: Essa diversidade pode levar a algum ponto comum? 
    
Bernardo: De repente para vários pontos comuns. O interessante é que isso pode enriquecer os diferentes métodos e processos. A metodologia de trabalho pode inovar de uma forma que você não espera. Você chega ao ponto fazendo um círculo, esquece a linha reta e isso pode ser importante no geral para a economia e inovar. Nós podemos trabalhar com a inovação também. Eu sempre defendo isso, primeiro desarruma tudo, pensa diferente e ache os pontos que você nunca tinha pensado.

André Lobão: Bernardo, conta um pouco da sua experiência, o seu trabalho como ativista social/digital, e, claro também como jornalista.

Bernardo: Nasci na Espanha e morei lá em vários locais. Desde a adolescência e juventude eu era linkado à CNT (Confederación Nacional del Trabajo), com grupos anarquistas. Depois fui morar na América Latina, primeiro na Costa Rica, conhecendo cultura viva comunitária. Lá desenvolvi projetos na floresta costarriquenha com comunidades ribeirinhas. Posteriormente fui para a Nicarágua conhecer a Revolução Sandinista, onde fiz várias entrevistas sobre os 10 anos da Revolução. Em seguida fui para a Batalha de Seatlle (EUA) na manifestação antiglobalização de 1999, no encontro da OMC (Organização Mundial do Comércio). Também estive lá em um grandes protestos globais contra a guerra do Iraque que ocorreram entre 2002 e 2003. Participei de boicotes contra marcas americanas. Eu estava lá na época inicial quando a  “muvuca” começou a criar os blogs. Nesse período eu já trabalhava para jornais, cobrindo as questões sociais, mas já falando também de Cultura Digital, Cultura Livre, Copyleft  e Creative Commons. Eu acho que fui um dos primeiros jornalistas nos anos 2000 a criticar o lobby do Copyright.
Em 2004, cheguei no Brasil. Morei em Belém do Pará e no Rio de Janeiro, isso como correspondente enviado especial para toda América Latina, quando cobri o movimento social popular, Amazônia e conflitos no Rio, à ascensão de Evo Morales (Pres. Bolívia), os zapatistas no México, os problemas de migração na fronteira com os EUA.  Conheci, sobretudo, as lutas populares nas Américas, além do MST (Movimento dos Sem Terra), e sempre ligado com a cultural digital, e a luta hacker. Enfim, eu fui chegando nesse ponto de experimentar, circular e pesquisar os movimentos. Viajei muito também. Fui para o Japão, Índia, Turquia, Norte da África, Moçambique, entre outros países. Eu publiquei livros e nos últimos quatro anos fiquei ligado nessa luta global nas redes a partir da Primavera Árabe, Indignados (15 M ) da Espanha, Occupy Wall Street (EUA) e o YoSoy 132 (México). Um ano antes disso tudo eu estava em Madrid já em contato com o pessoal do software livre, redes livres e boicotes. Então, quando vi já estava engajado e minha vida mudou totalmente. Aí me dei conta que havia sido criada uma rede de ativismo global aberta e que eu estava engajado nela.
Eu lembro que isso foi formatado nas primeiras semanas de protestos em Madrid com o surgimento do 15 M. A estrutura infra tecnológica livre de Occupy Wall Street foi criada em maio de 2011, naqueles primeiros momentos de mobilização na Espanha. Enfim, eram listas de e-mails, redes livres, muvucas se articulando constantemente na guerrilha da comunicação com ações concretas participando de ocupações e aprendendo. Daí fui para Nova York no Occupy Wall Street.

André Lobão: Podemos traçar um comparativo de todos os movimentos que você participou com esse de agora no Brasil?

Bernardo: Eu acho que isso é um fluxo. No início eram os zapatistas com o subcomandante Marcos com uma narrativa do comum e do anonimato. O comandante não é o Marcos e sim o Zapata. Que está lá no céu, mitificando essa narrativa. Naquela coisa de passar pelas montanhas, usando o discurso de “Somos Todos”, com uma similaridade do usado no Occupy e 15 M, que dizia: “Somos 99%”, pois 1% é da elite. Isso representou muito a fala do Subcomandante Marcos. Ele criou as Zonas Autônomas Temporárias em Chiapas, aonde você tem áreas que não são do Estado. Ou seja, eles se proclamaram rebeldes: “não queremos receber nada do Estado, não queremos pagar impostos, somos um movimento autônomo”.
Isso fez criar um imaginário muito forte relacionado com a cultura hacker. O livro “Zonas Autônomas Temporárias” de Hakim Bey, uma obra mítica que podemos relacionar a tudo que aconteceu em Chiapas, e que está acontecendo agora. É um livro que previu isso há 30 anos, imagina...
Então, o Zapatismo criou automaticamente aquele imaginário da luta antiglobalização.  Cito nesse contexto o surgimento do Luther Blisset Project , que virou depois o coletivo Wu Ming, ambos de Bolonha (Itália). Eles eram uma identidade coletiva com máscara, anônimos mesmo. Vale a pena explicar essa história: o Luther Blisset era um jogador de futebol do Milan, um jamaicano ruim de bola que nunca marcou um gol, um desastre. De um dia para outro, o “Luther Blisset” começou a assinar manifestos, quadros, livros e começou a dar palestras. Assim, foi criada uma identidade coletiva para desnortear o sistema. Do copyright e do ativismo, o “Luther Blisset” começou a aparecer em várias situações. E esse coletivo de Bolonha que mitificou o cara. As editoras diziam: “esse cara é um multiartista, tem uma grana aí para ele”. Então, o pessoal dizia: Não, somos todos Luther, diziam os participantes do coletivo.
Eles faziam programas de rádio ao vivo, era guerrilha mesmo nas ruas. Se autoproclamavam Wu Mings, que significa sem nome em chinês, um coletivo de cinco escritórios de ativistas que publica livros com licença aberta e livre (Copyleft). Esse pessoal teve uma atuação muito grande em Genova, na revolta ocorrida no encontro do G8 em julho de 2001.

André Lobão: Mas e o pessoal da Espanha, os zapatistas?

Bernardo: Tudo isso estava ligado à Madrid. Os zapatistas tinham três pernas: EUA (grana e ativismo), Espanha e Itália. O primeiro encontro intergaláctico foi organizado por eles, que tinham apoio dos hackers mexicanos liderados pelo Ricardo Domingues, um dos fundadores do ciberativismo zapatista. As primeiras guerras hackers com atitude de rede foram lançadas por eles no final dos anos 1990. O Subcomandante Marcos já pensava em uma revolta global distribuída e descentralizada, pensando nos pontos de Zonas Autônomas Temporárias.

André Lobão: A Espanha tem uma história importante como polo agregador  desses acontecimentos, não é verdade?
Bernardo: Em Madrid aconteceu uma cúpula numa casa ocupada que virou um centro social de software livre. O interessante é que aconteceu tudo muito rápido e bem organizado, entre aspas, no caos. Pelo passado anarquista, pelos autogovernos nas regiões, mas também pelo fato dos anos 1990 com esse contato com os zapatistas ficou um link bem interessante. Uma aliança entre o movimento popular clássico/analógico total  de lutas da periferia; movimentos sociais, ecológico, contra transgênicos com o pessoal do software livre, cultura livre. O movimento digital. Isso começou lá em Madrid em 1996.

André Lobão: Então, essa galera de Madrid foi de alguma forma pioneira no movimento antiglobalização para o mundo a partir desse contato com os zapatistas?

Bernardo: Sim, tudo foi fluindo. Em Seatlle, o movimento antiglobalização chegou ao ponto que  com o desenvolvimento da rede toda, essa movimentação começa a chegar à Turquia e no Brasil por causa da distribuição da rede. Hoje ela é mais descentralizada, temos mais pontos conectados, claro, quantos mais pontos há o aumento da rede.

André Lobão: E a mídia tradicional, a mediação e o poder?

Bernardo: A mídia tradicional ainda é importante. A democracia representativa é vertical e ainda tem o seu papel, mas a cada dia temos pessoas mais conectadas. Tem um estudo dos seis passos: para você ir até o Papa e ao Obama é necessário cumprir esse processo em seis etapas, até conseguir falar com eles. Agora, na era das redes, essa quantidade de passos cai para 4,5. Ou seja, menos pessoas entre você e o poder. Então, está tudo ficando tão conectado. As pessoas e grupos que chegaram à era da autoconvocação das massas. Já não se tem mais o mediador, um cara centralizando, sindicatos, igreja, seja quem for, convocando os protestos.
Essa capacidade de autoconvocação para um evento aconteceu na Tunísia, Egito, Espanha, Grécia, Occupay, México e agora no Brasil. E, então, já não tem mediador, qualquer um pode fazer isso. E essa quebra de paradigma de não ter um mediador, com uma verdade vertical nos faz questionar tudo: “estou aqui na rua, estou puto da vida. Não tem educação, saúde...” E estou lá. É um desejo coletivo, isso é a Era da Multidão. Um conceito teórico do Antônio Negri (filósofo italiano), que faz analogia aos enxames. Tem também o Kevin Kelly (escritor/blogueiro norte-americano) que escreveu o “Out of Control”  (Fora de controle) em 1994. O cara sacou tudo isso que está acontecendo há quase 20 anos atrás. Ele explica os enxames naturais e compara os seres humanos às abelhas. Como na era das redes não somos mais uma massa igual, aonde todo mundo é o mesmo, que é como funciona a cultura de massa, o pop, a cultura do Século XX, a chamada ‘Massmedia’. Hoje, a multidão é um enxame plural, diferente que já entra no processo de inteligência coletiva como conceito. Quantos mais pontos conectados entre eles se gera um corpo comum. O Negri fala que na multidão existem muitas singularidades, pessoas diferentes. Cada uma delas com um celular e um aplicativo diferente já representa uma diferença que cria um corpo comum. Uma multidão procura um comum, o enxame vai além disso, pois trabalha na lógica do autogoverno. Dá para indicar livros lindos como o  “Emergência” de Steve Johnson (pesquisador MIT – EUA), que é outro livro mítico sobre os processos emergentes de rede, aonde ele faz analogia sobre um bando de passarinhos que é muito mais do que a soma de todos os pássaros. Você os observa no céu, e, de repente eles somem do nada, parecendo estar conectados por uma força superior. Isso ele afirma representar uma inteligência coletiva conectada. Daí, novamente, eles voltam do nada, demonstrando assim uma identidade coletiva, com uma máscara coletiva que articula esse enxame, essa multidão.
Cara, isso gera a inteligência coletiva que ultrapassa uma lógica exata. O Kevin Kelly diz que 2+2 não é mais 4, e que na era da rede é 5. Então, se estamos na rua com 50 mil pessoas somos mais do que isso, porque estamos conectados em um clima, fluxo e um corpo comum e ao mesmo tempo linkado com outras cidades, com o planeta. Você vê bandeira do Brasil na Turquia, isso representa um remix. No Rio de Janeiro o cara canta: “Se essa porra não virar, vai virar uma Turquia, olê, olê, olá”.

André Lobão: Sempre pinçaram a internet como um paraíso de consumo e entretenimento, e nós descobrimos agora que ela não é somente isso?

Bernardo: Cara, eu acho essa palavra entretenimento uma bosta, odeio. Você vai à fábrica, no trabalho e tem a obrigação de ficar entretido. Não se pensa nada, só se pensa em besteira, preso a um modelo fordista. Um modelo ainda do Século XX das massas. Agora não, você começa a ver isso no Brasil.

André Lobão: A grande mídia quando começa a operar na internet , ela ainda trabalha com a lógica fordista?

Bernardo: A mídia aqui no Brasil pensa assim, na verdade a mídia não está entendendo porra nenhuma. Talvez no último mês ela compreendesse mais do que aconteceu nos últimos dez anos. Nesse livro, que te citei anteriormente, o ‘Emergência’ do Steve  Johnson, tem redes de formigas, abelhas e químicas. As bactérias são revolucionárias. A bactéria é do comum, do coletivo, ela nunca fica sozinha. Então, a rede está muito além da internet, a rede somos nós, analógica ou digital. Temos redes de cultura viva comunitária e os ribeirinhos. A comunidade é sinônimo de favela, eu gosto muito de citar isso. Se você entrar em uma comunidade você vai aprender o que é uma rede. Por isso, nesse contexto, a América Latina é um lugar importante, pois ela possui essa coisa da cultura colaborativa em rede. Você tem praticas milenares como no México, Bolívia, Equador, Colômbia e Brasil, lugar que você tem a coisa do mutirão, uma ação que existe muito antes da internet. Na Espanha você tem também bosques de propriedade coletiva. Lá os velhinhos da aldeia cuidam do bosque, o que é muito comum ainda. É com isso, que as grandes companhias querem acabar. São as mineradoras, os governos... Eu cito a Turquia, onde querem acabar com o espaço público, acabar com uma praça. O que aconteceu no Brasil foi um recado. O que aconteceu no Rio foi isso. A tentativa de ocupação do espaço público pelo estado e privado. Eu publiquei um texto sobre a Turquia em espanhol no qual eu falo no direito à cidade como um combustível na revolta turca. Isso foi uma semana antes do início das manifestações no Brasil. Agora esse material já tem uma versão em português que você pode encontrar no outraspalavras.net. Lá eu tenho artigos publicados no exterior que ganharam uma tradução. Também tem na Revista Fórum.

André Lobão: Bernardo, e o Rio de Janeiro nisso?

Bernardo: Bom, continuando, o que aconteceu no Rio de Janeiro foi à privatização do comum. Você pode sim comparar o que aconteceu em Istambul com o Rio. De repente tudo começou a ficar proibido. O Eduardo Paes inventou um porcaria de lei em que o músico deve ter uma carteirinha para tocar na praça, na rua. Você imagina isso em bairros como Santa Teresa, Lapa e Glória. Locais em que o artista está sempre na rua, mostrando sua produção. Tipo: depois do meio-dia não pode ter mais chorinho no encerramento do horário da feira. Transformaram o espaço público em mercadoria, o estado e o governo federal estavam seguindo a mesma linha. Isso é neoliberalismo, o público sendo tomado pelo privado. Imagina a Nike realizando um evento no Largo da Carioca e resolver proibir o acesso das pessoas, e, como coletivo você não tem mais liberdade para atuar porque é obrigatório pedir anuência da prefeitura. É isso que está acontecendo pelo planeta todo, uma lógica neoliberal que trata a cidade como mercadoria. E tem as mascaras da cidade criativa. Tem um urbanista americano chamado Richard Florida que cita a “Classe Criativa”. Ele diz que os artistas devem ter espaços exclusivos para apresentarem suas obras na cidade. Eu sou contra isso, pois gera especulação e elitização. Basta ver o que acontece com a questão imobiliária no Rio com aluguéis caríssimos e preços fora da realidade para compra de imóveis. Então, essa sobrevalorização também pode se explicar por conta disso. Esse negócio de “Classe Criativa” é melhor do que a “Classe Popular”? Não, isso é excludente, é preconceituoso. Eu falo de uma cidade com código aberto, uma cidade aonde podemos usar o comum, na qual a pessoas estejam conectadas fisicamente, de viver a cidade de forma coletiva. É a cidade digital e a cidade analógica convivendo no lugar comum. O que não pode acontecer é a prefeitura comprar um sistema de prevenção de tragédias de chuvas, terremotos, ou sei lá, sistema de monitoramento de trânsito, e não compartilhar isso de forma aberta com a liberação dos códigos para a comunidade, para eventuais melhorias de um sistema que foi comprado por uma fortuna de uma empresa como a IBM, isso não é democrático. Cada um de nós podia ter acesso a isso através de um telefone celular, mas isso não acontece. Todo o sistema é vertical. Agora tudo isso está explodindo, caindo, menos mal...

André Lobão: Muito se fala da falta de lideranças nesses protestos. É uma nova forma de se jogar contra o poder?

Bernardo: Tudo virou um caldeirão. As peças estão desarrumadas no tabuleiro. Hoje você vê a Dilma convocar uma reunião em Brasília e pergunta: “quem é o líder, quem é que organiza isso?” Mas meu amigo, agora a liderança é distribuída, comum, coletiva, sem verticalidade. O movimento Passe-Livre é isso, eles deram um alô na Dilma: “que bom que você ligou para a gente, mas não somos nós somente. Liga para os indígenas, a periferia, para os coletivos populares”. Aí chega o jornalista para o rapaz do Passe-Livre e pergunta: “você é quem?” E o cara responde: “não sou ninguém cara, bota aí: eu não sou ninguém!”
Então, a coisa ficou desarrumada mesmo. Desta forma faço uma metáfora que é a seguinte: o politico está tentando jogar uma partida de xadrez com tudo arrumadinho. Rei, rainha, bispo, torre, peões. E o que estamos fazendo? Tiramos o rei, a rainha e o bispo e jogamos somente com os peões. Somos muitos peões juntos. Vamos pegar as peças e jogar no espaço público, não na  sala do político com as suas regras. Vamos fazer um jogo de xadrez em uma assembleia popular, lá no Largo do Machado (Praça da Zona Sul do Rio).

E a última metáfora é: Dilma/rainha, não dá para jogar xadrez em um tabuleiro comprado. Vamos jogar no livre, nos espaços abertos e diferentes.

.



Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...