domingo, 1 de junho de 2014

A internet incontrolável e a judicialização da censura

A recente polêmica sobre a mídia envolve uma reportagem da revista Isto É sobre um possível financiamento de blogs e sites ligados ao PT para promover uma suposta guerra digital contra o PSDB e ao seu respectivo candidato à Presidência da República, Aécio Neves. A matéria “O Bunker da Calúnia” assinada pelos jornalistas Josie Jeronimo e Raul Montenegro faz uma citação direta a Revista Fórum e ao seu editor-chefe, Renato Rovai, acusados de liderarem uma cruzada de calúnias contra o senador mineiro, conhecido na noite carioca por seus excessos boêmios.

A reportagem acusa a Fórum de receber patrocínio oficial da Prefeitura de Guarulhos-SP para fazer isso, e informa que o Ministério Público do estado investiga a denúncia. Segundo promotores ouvidos por Isto É, pelo menos mais dez blogs espalhados pela internet adotariam a mesma sistemática de ataques a Aécio e ao PSDB, com o patrocínio da Prefeitura de Guarulhos. É citada a disseminação de um vídeo em que o neto de Tancredo Neves oferece uma gorjeta a um garçom em uma tradicional em um bar carioca.


Em resposta publicada no site da Revista Fórum, o Jornalista Renato Rovai acusa a Isto É de divulgar e inflar reportagens caluniosas e difamatórias contra à Fórum.No texto, Rovai diz que Aécio tenta judicializar tudo que estiver ao seu alcance. Ainda, segundo o jornalista, não será a prática coronelista de quem gosta de uma imprensa sabuja e aos seus pés, como é quase que totalidade da mídia mineira, que vai intimidar do trabalho da publicação que foi criada em 2001. A grande questão disso tudo é analisarmos e entender como se constrói fatos e versões a partir dessa produção incontrolável de fluxos informativos. A internet viraliza verdades e mentiras, e isso não acontece só contra o Aécio e o PSDB.


Agora uma coisa é certa. As pessoas públicas se querem respeito a sua privacidade devem se resguardar de situações comprometedoras. É publico, o constrangimento que o Senador Aécio passou no Rio ao se recusar ao fazer um teste do bafômentro e estar com sua habilitação para dirigir vencida. Então, é preciso ter mais responsabilidade como figura pública e não ficar querendo se preservar às custas de ações judiciais. O Paulo Henrique Amorim fala bem dessa judicialização neste vídeo que fiz em 2011.


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