domingo, 6 de julho de 2014

Panem et circenses

Esse episódio da contusão do Neymar fez aflorar um nacionalismo xenofóbico nas redes sociais a partir daqui do Brasil. Isso, obviamente, foi e é alimentado pela grande mídia.
O Colombiano Zuniga sofre um verdadeiro bullying virtual com xingamentos racistas e até ameaças de morte por parte dos brasileiros revoltados, com a possível intencionalidade maldosa do jogador no lance que originou a contusão do craque brasileiro.

 A partir de uma simples gozação pode surgir uma briga generalizada. Aliás, vale citar que em todo mundo, o futebol desperta esses sentimentos primitivos de ódio contra os “inimigos”. Barras bravas, hoolingans, ultras, organizadas no Brasil são exemplos disso. São grupos organizados que manifestam seu amor e ódio na nova arena romana. Sim, o futebol há tempos repete os espetáculos grotescos em que a plateia delirava com as lutas mortais e consagrava heróis sanguinolentos.

E isso em um mundo midiatizado ao extremo. Além do estádio, o pertencimento do espetáculo se dá na tela. O drama de uma disputa por pênaltis ou da identificação com a equipe mais fraca causa comoção. Só a vitória interessa, e a disputa faz surgir sentimentos opostos.


A rivalidade se transforma em uma luta de todos contra todos. Argentinos, brasileiros, ingleses, alemães, uruguaios e espanhóis participam das batalhas no novo coliseu: A internet. Lá se digladiam na defesa de seus heróis e estandartes. Assim “Panem et circenses”, à máxima romana de controle social continua mais viva do que nunca. 
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