domingo, 31 de agosto de 2014

O mais do mesmo da terceira via

Negar o discurso e seus ideários já se transformou práxis na politica brasileira. Seguindo a receita do trabalhismo inglês de Tony Blair e do socialismo liberal de François Holland a dita esquerda soft brasileira e o Partido Socialista Brasileiro seguem o mesmo caminho da negação ideológica tantas vezes posta em pratica na Europa desde os anos 1980.

Em ano eleitoral, os discursos e programas de governo apresentados por Dilma, Marina e Aécio sem tornam comuns com cartas de boas intenções dirigidas, em especifico, para a chamada elite econômica do Brasil. Essa unicidade de ideias pode ser explicada pela análise das chamadas “doações” de campanha. São sempre as mesmas construtoras, bancos e empresas alimentícias, entre outras doadoras, que destinam recursos para as campanhas. Isso demonstra o porquê desse cuidado em agradar ao capitalismo brasileiro.

Sem identificação com a democracia direta e participativa, abandonando referências históricas essa parte da esquerda brasileira despolitiza o debate, como é o caso de Marina Silva, que reduz o papel dos partidos políticos e do PT que prioriza o discurso economicista, abandonando assim o exercício pleno da participação política das bases na formulação de políticas.. Já o PSDB só tem o social democrata em seu nome, visto que defende abertamente à lógica neoliberal.

Enfim, na busca do poder esse partidos se jogam nos braços daqueles que detém o poder de fato. Sim, porque a elite brasileira, essa mesma elite que se locupleta há mais de 500 anos das tetas do estado brasileiro concede o uso limitado a quem ganha e ocupa temporariamente o poder no Brasil.


A novidade sempre é o discurso da conciliação, da não ruptura, da despolitização. E assim, segue o destino do povo brasileiro na sua eterna busca de futuro um melhor através de pactos e concessões.


O problema é que o trabalhador brasileiro não consegue se livrar de sua condição de alienação do seu real papel na sociedade. Isso realizado com extrema competência pela grande mídia e agora também pelas igrejas evangélicas. A ideia é transmitir a sensação de aburguesamento da nova classe social que descobriu o consumo como forma de inserção social. Isso desmobiliza e entorpece quem de fato de propor e fazer a mudança. Assim, a consciência é formada para a aceitação e acomodação. 
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