quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O mata-leão no PT e Dilma




Infelizmente, tenho a sensação de que o governo Dilma foi terceirizado e no momento encontra-se em situação de estar sofrendo um literal “mata-leão”, um golpe muito  utilizado no Jiu-Jtsu e nas chatas lutas de MMA, de seu principal aliado político. Esse imobilismo tem raiz na crise gerada pela ‘Operação Lava-Jato’ da Polícia Federal que investiga o poço de corrupção que jorra sem parar das entranhas da Petrobras. É nítido que a composição ministerial do segundo governo Dilma foi feita a partir de um grande acordo com o PMDB para frenar uma possível movimentação no Congresso Nacional para um processo de impechament de Dilma. Sim, as raposas aliadas ainda dão as cartas no legislativo federal, mas não parecem mais aceitar as coordenadas do Planalto, vide a vitória do vesgo deputado-lobista, Eduardo Cunha, para a presidência da Câmara dos Deputados. Cunha nunca escondeu que não morre de simpatias pelo projeto político do Partido dos Trabalhadores entre várias questões como, por exemplo, o marco regulatório da comunicação no Brasil.

Bom, já a  “terceirização” pode ser confirmada pela nomeação do neoliberal Joaquim Levy para o comando da política econômica. Levy que é oriundo da banca financeira era tido como um  futuro colaborador do ex-futuro governo Aécio. Em sã consciência é inimaginável essa troca de direção e objetivos de um partido que preza seu discurso contra as praticas neoliberais. Seria impensável imaginar que após uma dura campanha eleitoral como a de 2014, depois de uma mobilização da esquerda em favor de Dilma que essa capitulação inesperada fosse ocorrer. Mas para o espanto de quem apoiou a candidatura petista, aconteceu.

Sabemos que o PT de Lula  nunca foi de fato a fundo nas suas propostas programáticas. Sempre se pontuou como uma “soft” socialdemocracia, ou não esqueçamos a ‘Carta aos Brasileiros’? Uma bem sucedida cartinha de compromissos que foi esboçada para acalmar os mercados, diante de  uma eminente vitória eleitoral de Lula em 2002.


Pois é, vamos ver se Dilma e o PT vão aguentar essa pressão e reverter o quadro ou vão bater três vezes no chão do octógono , reconhecendo uma derrota antes que apaguem sem ar.
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