quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estamos todos doentes

A questão é que choca mais o ladrão psicopata matar um cidadão de classe de média da Zona Sul, do que um policial degolar ou fuzilar um favelado. É notório que vivemos uma doença social em que a cultura da violência é da morte se entranham em todas as classes sociais. No Brasil, se naturaliza a morte praticada pelo estado, e o pobre é personificado como o mal da sociedade.

O que mais temos é uma exacerbação do fetiche do consumo, e qual é o resultado? Neste país para alguém "ser" precisa "ter". Aí te pergunto: os excluídos podem ter? Claro que não, se lhes é negado as condições de inclusão como um sistema educacional decente. É justo diariamente, via TV,o sujeito sendo bombardeado com ofertas de mercadorias que não pode comprar como um simples tênis de grife por R$ 500,00 ? Não quero aqui justificar qualquer tipo de violência, mas temos que parar de achar que a questão passa somente pela consequência/sintoma. Esse modelo de sociedade baseado no consumo é a causa disso tudo.
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