domingo, 20 de novembro de 2016

O verdadeiro inimigo

O grande inimigo que se camufla por detrás do neoliberalismo hoje no Brasil não é a Justiça, e sim o sistema judiciário brasileiro - Poder Judiciário e Ministério Público

Escondidos em altos salários e regalias esdruxulas como auxílio educação para filhos maiores e "ganhos eventuais", o Poder Judiciário e o MP criminalizam a política e os políticos. Aqui no Rio de Janeiro, em tempos de crise financeira, isso fica mais evidente quando é determinado o arresto de verbas do Estado para garantir o pagamento do próprio Judiciário e Ministério Público. Isso é agir no pior dos corporativismos fascistas desde os tempos da Itália de Mussolini, quando o funcionalismo estadual sofre com atrasos e parcelamentos de seus salários em até sete vezes.

Em termos conceituais a justiça é garantidora da chamada sociedade liberal. Sua atuação garante o chamado Estado Democrático de Direito e salvaguarda contratos e propriedades. Hoje, na sociedade neoliberal, o direito se faz necessário forte e atuante para garantir os lucros das grandes corporações que hoje se locupletam dos recursos públicos, a dívida pública é o exemplo mais evidente disso. O respeito aos contratos impostos pela ordem financeira.


O neoliberalismo saqueia o Estado brasileiro com aplicação de financiamentos, isenções e privatizações. E o sistema judiciário legitima esse processo. Só o Estado do Rio de Janeiro concedeu nos últimos 12 anos isenções que chegaram a quase R$ 140 bilhões. Quem paga agora essa conta?


A relação promíscua entre judiciário e corporações pode ser minimamente verificada quando eventos como seminários, fórum são bancados por grandes empresas.

A esquerda brasileira ainda não conseguiu compreender a situação. O inimigo a ser combatido hoje não é o médio burguês despolitizado, que não consegue compreender que está também sendo explorado por um modelo econômico que nunca o deixará ir além do seu potencial empreendedor.

O inimigo se esconde e forma castas, sem legitimidade política do voto, que se locupleta de recursos do Estado e defende com ardor os interesses das grandes corporações, em conluio com os tradicionais grupos de comunicação.

A corte do judiciário brasileiro escolheu o inimigo, como podemos verificar nas palavras do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Em seminário promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abidib) e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em 21 de outubro, em São Paulo, o ministro disse que o Tribunal Superior do Tribunal esfavorece as empresas em suas decisões.

"Esse tribunal é formado por pessoas que poderiam integrar até um tribunal da antiga União Soviética. Salvo que lá não tinha tribunal", disse Gilmar Mendes."(Eles têm) uma concepção de má vontade com o capital" – disse, deixando claro sua opção pelo neoliberalismo tucano.
A casta fez a sua escolha, o lado é o do capital. Só não vê que não quer.








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