terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Pedro Parente: quando vender barato e comprar caro 'faz a diferença'



Tanto que é um dos indicados ao Prêmio Faz Diferença 2016, uma iniciativa do Globo em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que chega à sua 14ª edição.

Em seis meses à frente da Petrobrás, o atual presidente da companhia, Pedro Parente, segundo a lógica neoliberal do Globo, já deixa marcas em sua gestão, com a criação de uma política autônoma para os preços de combustíveis, que agora acompanham a flutuação do mercado internacional. Conhecido como o coordenador do “ministério do apagão” na época do racionamento em 2001 no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, Parente é reconhecido por sua “gestão” de crises. Com o objetivo de reduzir o questionável endividamento do sistema Petrobrás, ele deu início à venda de ativos, como participações em campos do pré-sal e na rede de gasodutos, para cumprir a meta fixada para o período 2015-2016, de US$ 17 bilhões, além de doar vastas aéreas do pré-sal.
Mas não é de hoje que Pedro Parente apronta na Petrobrás. Entre 2000 e 2003, ele obrigou a companhia  assinar contratos de parceria com o setor privado para construção de usinas termoelétricas. “A chamada contribuição de contingência provocou prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à Petrobrás.” Em decorrência disso, a estatal “se viu obrigada a assumir integralmente as termoelétricas para evitar perdas maiores”.

O valor das usinas, avaliadas em US$ 800 milhões, equivalia a um terço dos US$ 2,1 bilhões que a estatal teria que desembolsar para honrar as compensações garantidas aos investidores até o final dos contratos, em 2008. 


Réu por sobrevalorização na compra de empresa argentina

O atual presidente da Petrobrás é  réu e aguarda julgamento pela Ação Popular Nº 2001.71.12.002583-5. Mas não se pode estranhar o fato de que ele foi escolhido para dirigir a empresa logo assim que o golpista Michel Temer assumiu o governo com tantos ministros e assessores sendo investigados na Operação Lava Jato, e respondendo tantos outros processos por improbidade administrativa.
 A ação, que corre na 2ª Vara Federal de Canoas (RS), do Tribunal Regional Federal da 4ª região, foi movida por petroleiros contra um mau negócio feito pela Petrobras, quando a empresa trocou ativos desvalorizados da multinacional Repsol-YPF na Argentina por ativos brasileiros valorizados. A operação causou um prejuízo – oficialmente registrado no balanço de 2001 – de R$ 790 milhões da subsidiária criada para realizar o negócio, conforme já abordamos aqui na Rede Brasil Atual. Corrigido para valores de hoje, esse prejuízo atinge a casa dos R$ 2,3 bilhões.
Pelo jeito ‘Fazer a Diferença’ para o Globo é vender barato, como acontece agora com o desmonte da Petrobrás e doações de campos do pré-sal, e comprar com valores acima do mercado, empresas que não valem muito como fez no governo FHC com a argentina YPF.  Ou seja, Pedro Parente vende barato para comprar caro.

Fonte: O Globo e Rede Brasil Atual


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